CONCURSO – Nevada é o melhor dos melhores doces conventuais

0
4


O
Melhor dos melhores doces conventuais
é a “Nevada” da pastelaria O
Mosteiro, de Lorvão, Penacova, que ganhou o prémio maior do Concurso de Doçaria
Conventual e Tradicional, realizado no passado fim-de-semana na Mostra de
Doçaria Conventual e Regional. Em cinco prémios possíveis, três ficaram na
região e, além da Nevada, saíram vencedores o Bolo de Santo António e “Os Almendrados”, respectivamente com
ouro e prata, ambos da pastelaria Vasco da Gama, de Coimbra, e ambos na
categoria de Doçaria Tradicional. Para fora de Coimbra foi o ouro e prata da
categoria de Doçaria Conventual, o primeiro conquistado pelo Pão de Rala da
pastelaria Doces Conventuais do Alentejo, e o segundo pelo Pão-de-ló de
Margaride, de Felgueiras.
«Terá sido uma das mostras mais concorridas,
a maior em número de participantes e a mais visitada na história recente da
mostra
», afirmava, em jeito de balanço, Arnaldo Baptista, da Associação dos
Doceiros de Coimbra (ADOC), satisfeito pelo resultado alcançado pela
organização que, pela primeira vez, foi unicamente da responsabilidade da ADOC
e da Divisão de Cultura da Câmara de Coimbra.
«Fizemos o evento com autenticidade, sem
paternalismos, sem qualquer outra influência de outras zonas do país
»,
disse.
A
Mostra de Doçaria Conventual e Regional decorreu no Quartel de Sant’Ana, com a
participação de cerca de quatro dezenas de expositores de vários pontos do
país. Um dos momentos altos da feira foi a apresentação do novo doce “Pedro e Inês”, da ADOC, à base de
requeijão, amêndoa, farinha a ovos e que, a avaliar pelas primeiras reacções,
é, segundo Arnaldo Baptista, uma «aposta
ganha
». Ganha é também a aposta na mostra que regressa no próximo ano com o
propósito de «afirmar Coimbra enquanto
cidade detentora de um património doceiro riquíssimo
», referiu Arnaldo
Baptista, convicto que esta é uma oportunidade para «promover a doce herança dos conventos de San’Ana, Celas, Santa Clara e
Sandelgas
» que «deixaram legado na
arte de trabalhar o açúcar, o ovo e a amêndoa
»

Margarida Alvarinhas – Diário de Coimbra