OBSERVATÓRIO – Penacova não foi reconhecida como autarquia “amiga das famílias”

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O distrito de Coimbra
lidera, com 10 galardões, o lote de 61 municípios familiarmente responsáveis,
com a atribuição da Bandeira Verde, revelada anteontem, aos concelhos de
Cantanhede, Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Arganil,
Figueira da Foz, Góis, Soure e Tábua.

O
reconhecimento pelas boas práticas é feito pelo Observatório das Autarquias
Familiarmente Responsáveis, que avalia as práticas amigas das famílias,
nomeadamente no que diz respeito a apoios à maternidade e paternidade e medidas
de conciliação entre trabalho e família.

O prémio, uma Bandeira Verde
que vai ser entregue no dia 29 deste mês, numa cerimónia a realizar no
auditório da Fundação CEFA – Fundação para os Estudos e Formação Autárquica, em
Coimbra, tem alguns estreantes, como é o caso dos municípios de Arganil,
Figueira da Foz, Leiria, Palmela e Santo Tirso. Trata-se de uma entrada num
lote de 61 eleitos, após a candidatura de 115 concelhos, dos 308 existentes no
país.

Inversamente, sete municípios
são distinguidos desde a primeira edição, em 2009.

São
eles Angra do Heroísmo, Cantanhede, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei,
Vila Real de Santo António e Vila Real.

Estes sete integram o lote
das 40 autarquias que são distinguidas há três ou mais anos consecutivos, e que
o isso vão receber, nesta edição, o galardão “Bandeira Verde Com Palma”.

Ao
nível do distrito de Coimbra e da região, estamos a falar de Cantanhede,
Coimbra, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Oliveira do Hospital
.

Em termos de ranking
nacional, logo a seguir a Coimbra, em número de concelhos galardoados por
distrito, estão Lisboa, com nove, e Santarém, com sete.

O
observatório avalia iniciativas dos municípios em 12 áreas, entre as quais o
apoio prestado à maternidade e paternidade, o apoio às famílias com
necessidades especiais, medidas de conciliação entre trabalho e família,
serviços básicos, educação, habitação, transportes, saúde, cultura, desporto e
tempo livre e participação social.

São valorizadas medidas como
o pagamento de creches e jardim-de-infância, comparticipação de consultas de
oftalmologia e apoio à aquisição de óculos, bancos de medicamentos e
comparticipação de medicamentos, oferta de vacinação fora do Plano Nacional de
Vacinação, cantinas sociais e cantinas escolares abertas durante os períodos de
pausas escolares, cheque bebé e transportes escolares gratuitos até ao 12.º
ano.

Numa nota de imprensa,
Isabel Paula Santos, responsável pelo Observatório, destacou que se tem
verificado «um grande esforço por parte
dos municípios na criação de condições para captar e fixar as famílias, com
medidas nalguns casos extraordinárias
»
José
Carlos Salgueiro
– Diário de Coimbra