SECA EXTREMA – Sobe para 96 o número de camiões cisterna que transportam água para o distrito de Viseu

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O
reforço de mais 45 camiões-cisterna que diariamente para descarregar água bruta
na Albufeira de Fagilde, somando-se aos 51 já existentes, para enfrentar a seca
que atinge os concelhos de 
Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo, começa hoje.
Esta
medida foi anunciada ontem em Magualde ministro do ambiente. “Neste momento, já temos no terreno 51
camiões-cisterna a transportar água tratada, proveniente de outras estações de
tratamento de água que se encontram a norte e a sul deste território. Porque
sentimos que temos de ir além desta operação, em conjunto com a ANPC
[Autoridade Nacional de Proteção Civil], conseguimos ter aqui 45 camiões para
passar a transportar água bruta
”, revelou João Matos Fernandes.
A água vai ser tirada da Albufeira da
Aguieira que tem uma capacidade muito maior, e trazida diretamente para a
Albufeira de Fagilde. Essa água é depois tratada na própria ETA de Fagilde e
entra nos sistemas para poder abastecer estes quatro concelhos
”, explicou.
De
acordo com o ministro do Ambiente, este transporte será assegurado por
camiões-cisterna de corporações de bombeiros de oito distritos do país, que já
partiram dos seus locais de origem carregados com água.
A
seca que tem atingido os concelhos de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e
Viseu já tinha obrigado a que o Governo tomasse algumas medidas, entre as quais
o transporte de água tratada em 51 camiões cisterna por dia.
Em água tratada estamos a falar de
aproximadamente 5 mil metros cúbicos (m3)”,
informou.
Para
tal, tinha sido anunciada uma verba de 250 mil euros, para que os quatro municípios
pudessem fazer face às despesas relacionadas com o transporte de água.
Posteriormente, o Governo disponibilizou mais 250 mil euros para apoiar uma
iniciativa da Águas de Portugal, que veio reforçar o transporte diário, em
camiões-cisterna.
O
reforço de transporte de água bruta hoje anunciado, deverá injetar diretamente
na Albufeira de Fagilde cerca de “quatro
mil m3
” por dia.
Não temos dúvida de que o compromisso que o
governo assumiu no verão, de que a água não faltaria nas torneiras dos
portugueses, vai ser honrado e cumprido
”, sublinhou.
No
entanto, deixou o apelo para que todos os portugueses poupem água, “consumindo a menor quantidade possível,
agora e no futuro que é sempre incerto


Fonte Lusa