CIM REGIÃO DE COIMBRA – Programa inicial de revitalização dos territórios afetados pelos incêndios revisto e alvo de discussão detalhada

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A análise às consequências dos incêndios
de Outubro e do Programa de Revitalização do Pinhal Interior dominaram a agenda
da reunião do Ministro Adjunto Pedro Siza Vieira com os representantes dos
Municípios da CIM Região de Coimbra.
No encontro, que decorreu ao fim da tarde desta quinta-feira, no Habitat
Inovação Empresarial dos Setores Estratégicos, em Penela, após o final da
reunião do Conselho Intermunicipal, o membro do Governo explicou que os
problemas comuns aos sete municípios afetados pelos incêndios de junho
alargaram-se, em Outubro, a vários municípios da Região de Coimbra pelo que o
programa inicial está a ser revisto e alvo de discussão detalhada
.
Questões como a governança, cronograma e
mobilização de recursos humanos são questões prioritárias para o Ministro
Adjunto Pedro Siza Vieira que defende um programa de revitalização que
contribua decisivamente, entre outros, para a fixação das populações e a
definição de um modelo de desenvolvimento económico que concorra para a reabilitação
os territórios afetados pela tragédia que assolou a região.
Acompanhado por João Paulo Catarino, coordenador da Unidade de Missão para
a Valorização do Interior (UMVI), o governante defendeu a cooperação entre
várias entidades nomeadamente a CCDRC, a UMVI, Municípios e CIM no modelo de
governança do programa de revitalização que está em curso, destacando a linha
de apoio aos Municípios, no valor de 46 milhões de euros, para limpeza das
faixas de segurança junto às habitações e vias de comunicação
.
Por seu turno, os presidentes dos
Municípios da CIM Região de Coimbra elencaram um conjunto de questões que o
Ministro Adjunto Pedro Siza Vieira irá analisar nomeadamente as diferenças nas
comparticipações a particulares e empresas na região de Pedrogão Grande e nos
municípios da CIM RC, acessibilidades e mobilidade, recuperação e ordenamento
da floresta, avaliação do dispositivo de combate aos incêndios, dinamização da
economia local e promoção dos produtos endógenos, justiça social, cadastro das
propriedades e instalação da fibra ótica nos territórios do interior.
No documento entregue ao membro do Governo foi, ainda, sugerido reforço e
capacitação das equipas técnicas dos Municípios e da CIM, criação de uma
estrutura da AICEP dedicada à internacionalização das empresas dos territórios
de baixa densidade e criação de um programa de atração de recursos humanos
qualificados, bem como reforço dos programas de transmissão de conhecimento do
sistema I&D
.
A reversão da deslocalização dos
serviços públicos de saúde, educação, justiça e apoio social, segundo os
presidentes dos Municípios da CIM Região de Coimbra, é outra das prioridades no
combate à desertificação dos territórios do interior, sendo medidas imediatas a
criação de uma iniciativa de inovação rural, que inclua as incubadoras da
região – IPN, BLC2 e Biocant.
A concluir o documento, os Autarcas da
Região de Coimbra defendem a promoção da qualidade de vida nos territórios de
baixa densidade, de modo a torna-los apelativos e alinhados com as novas
tendências de consumo, e a aprovação das candidaturas em rede submetidas pela
CIM Região de Coimbra ao Programa Valorizar, decisão que consideram essencial
na recuperação do potencial turístico dos territórios flagelados pelos
incêndios.