INCÊNDIOS – Primeiro-ministro entregou novas viaturas a 44 equipas de sapadores florestais

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O primeiro-ministro António
Costa, à frente de uma comitiva que, entre outros, inclui o ministro da
Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, e do
Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, destacou ontem, na Lousã, a
importância dos sapadores florestais na reforma florestal que o Governo
pretende implementar.

O governante falava durante
a cerimónia de entrega de 44 viaturas às mais antigas equipas de sapadores
florestais, criadas há 17 anos na anterior passagem de Capoulas Santos pelo
Ministério da Agricultura.

«Os
sapadores florestais são um elemento essencial para aproximar a prevenção do
combate aos incêndios florestais
», disse António Costa,
salientando que fazem «um trabalho
absolutamente fundamental
».

As 44 novas viaturas,
completamente apetrechadas, inclusivamente com ferramentas como motorroçadoras
e motoserras, vão agora reequipar outras equipas, de 41 concelhos do país,
tendo representado um investimento global da ordem dos 2,5 milhões de euros, já
depois de terem sido entregues novos veículos a 20 outras equipas em Agosto
.
Este processo de
modernização vai continuar, de acordo com António Costa, que, tal como o seu
ministro da Agricultura, anunciou a criação de 200 equipas de sapadores
florestais (mil elementos), nos próximos dois anos, elevando o número total
para 1.500.

O evento integrou o programa
de um périplo de dois dias pela região Centro, em que o primeiro-ministro
visitou casas em construção, entregou chaves de outras já concluídas e ficou a
conhecer o processo de reactivação de empresas.

Disse ontem que, se «este é
o tempo de reagir
», através da reconstrução de habitações e empresas, por forma
a «devolver vida a este território», é preciso pensar no longo prazo, através
da já iniciada reforma da floresta.

Para o primeiro-ministro, é
imperioso «investir no desenvolvimento do país», e «dotar a floresta de capacidade económica», tendo como objectivo
final a fixação das populações, conseguindo, no processo, um melhor ordenamento
e preparação para fazer face aos fogos florestais.
José
Carlos Salgueiro
– Diário de Coimbra