DECO – Faça contas à vida

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A consolidação de créditos é vantajosa
quando as famílias não conseguem pagar as várias prestações ou, simplesmente,
tiveram um imprevisto, como desemprego, divórcio ou doença
A consolidação consiste em associar dois
ou mais créditos, num único banco, de modo a reduzir as mensalidades.
A consolidação de créditos requer um
novo empréstimo. Consiste em juntar num ou dois créditos todos os créditos
iniciais em dívida, o que implica encargos iniciais. Quando existe crédito à
habitação, há uma maior vantagem em consolidar os créditos neste banco, pois é
o crédito que tem um maior prazo e uma taxa de juro mais baixa. No entanto, e
como nem todas as famílias têm créditos habitação, a consolidação pode ser
feita noutro banco.
  • Quando se
    consolidam créditos no mesmo banco onde contraiu o crédito à habitação: A
    consolidação é feita sob as mesmas condições que o crédito à habitação ou
    então com ligeiras diferenças. Passa a ter contraído dois créditos: o
    crédito à habitação já existente e um crédito multiopções, com o mesmo
    prazo, onde estão associados todas as restantes dívidas. No entanto, o
    crédito multiopções acarreta mais custos, nomeadamente, imposto selo.
  • Quando
    se consolida os créditos num banco diferente do banco do crédito à
    habitação: acarreta custos acrescidos, com um novo crédito e contrato.
  • No
    caso em que não existe crédito à habitação, há a possibilidade de
    consolidar as dívidas num

    crédito pessoal, que acarreta custos iniciais com comissões de abertura e
    penalizações por amortização antecipada.
Desta
forma, o ideal é associar os restantes créditos ao crédito à habitação, visto
que é o crédito com prazo mais longo e taxa de juro mais baixa.
Após a aprovação da consolidação,
procede-se à liquidação dos empréstimos vigentes, excepto o crédito à
habitação, e à assinatura dos novos contratos.
A grande vantagem é que, a curto prazo,
fica-se apenas com uma única prestação. Contudo alertamos para o facto de se
acumularem mais juros.
Alertamos ainda para o facto de que novos contratos acarretam novos custos
e despesas, nomeadamente, com a abertura do processo ou a penalização por
amortização antecipada.

O Gabinete de Proteção
Financeira (GPF) da DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor,
também presta este apoio, na mediação da renegociação, de forma gratuita aos
consumidores.

Tânia Vieira – DECO Centro


Os leitores interessados em obter esclarecimentos
relacionados com o Direito do Consumo, bem como apresentar eventuais problemas
ou situações, podem recorrer à DECO, bastando, para isso, escreverem para DECO
– Gabinete de Apoio ao Consumidor – Rua Padre Estêvão Cabral, 79-5º, Sala
504-3000-317 Coimbra


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