ÁGUA – Armazenamento subiu em cinco bacias hidrográficas e desceu em sete

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A Bacia Hidrográfica do
Mondego, que integra seis albufeiras, teve um crescimento de armazenamento de
água de cerca de seis por cento no final do mês de dezembro (53,4%) em relação
ao mês anterior, mas continua cerca de 16 por cento abaixo da média dos últimos
anos neste período. Esta bacia inclui a albufeira da Aguieira (que representa
cerca de 4/5 do total), bem como Fronhas, Lagoa Comprida, Caldeirão, Vale do
Rossim e Fagilde, esta última construída sobre o rio Dão, mas que consta da
lista da Bacia do Mondego apresentada no site do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

As povoações abastecidas pela
Barragem de Fagilde, dos concelhos de Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do
Castelo, passaram, assim, a ser autossustentáveis com as chuvas de dezembro,
não estando, por agora, em causa o abastecimento das populações.

Nas restantes, os baixos
níveis registados em outubro e novembro nunca foram preocupantes, com as duas
maiores, Aguieira e Fronhas, a registar, no passado domingo, 53,8 por cento e
42 por cento, respetivamente. Dá-se mesmo o caso das barragens de Vale do
Rossim e Lagoa Comprida, registarem valores mensais acima de média anual nesta
época.

Cabril
e Castelo de Bode com diferentes níveis

Ainda na região Centro, as
barragens do Cabril e Castelo de Bode (Bacia Hidrográfica do Tejo), registam,
respetivamente, 40,4 por cento e 69,6 por cento.

A nível nacional, o volume de
água armazenada em dezembro subiu em cinco bacias hidrográficas de Portugal
continental mas desceu em sete, em comparação com o mês de novembro, segundo o
boletim de armazenamento de albufeiras divulgado do SNIRH. Ou seja, das 60
albufeiras monitorizadas, cinco apresentam disponibilidades hídricas superiores
a 80% do volume total e 24 têm disponibilidades inferiores a 40%. As restantes
têm valores intermédios.

A bacia do Guadiana é a que
regista a maior capacidade de armazenamento (63,9%), seguindo-se as bacias do
Norte: Cávado (61,3%), do Ave (58,4%), do Douro (58%); e do Centro: Mondego
(53,4%) e Tejo (52,4%)
.

Por seu lado, o Instituto
Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicou também no seu boletim
climatológico que o ano de 2017 é o segundo mais quente dos últimos 86 anos e
está entre os quatro mais secos desde 1931.

António
Rosado
– Diário As Beiras