BALANÇO – Mais acidentes e mais mortos nas estradas portuguesas

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Em 2017, morreram nas
estradas do distrito de Coimbra 30 pessoas, mais oito do que em 2016, o que
representa uma subida de 36%. O relatório da sinistralidade rodoviária, ontem
divulgado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e que contabiliza a
última semana de 2017 e os dados acumulados do ano, indica que aumentou também
o número de acidentes, chegando a um total de 5.595, mais 5% do que o ano
passado.


O balanço é negativo também
ao nível dos feridos graves: os 88 de 2016 passaram a 103 em 2017.

O
aumento de mortes, feridos graves e de acidentes verificou-se em todo o país,
ainda que, nomeadamente ao nível do número de vítimas mortais, os indicadores
do distrito de Coimbra estejam bem acima da média nacional, que registou uma
subida de 14%.

Assim, o ano passado,
morreram nas estradas nacionais 509 pessoas, mais 64 do que em 2016, num total
de 13.0157 acidentes, dos quais resultaram ainda 2.181 feridos com gravidade.

Apesar
da subida em toda a linha, Coimbra mantém-se longe do topo dos distritos com
mais acidentes registados. Lisboa (26.698) está no topo, seguindo-se o Porto
(23.606), Braga (10.980), Faro (10.752), Aveiro (10.416) e Setúbal (10.147).

Na mortalidade, o Porto é o
distrito “mais negro”, com uma subida de 22 vítimas de 2016 para 2017, num
total de 68 pessoas que perderam a vida.

Numa
análise à região Centro, Leiria e Viseu, apesar do aumento do número de
acidentes, registaram menos mortos e menos feridos graves, enquanto Aveiro
continua no topo dos distritos onde morre mais gente nas estradas. Em 2017,
foram 44.

Voltando ao distrito de
Coimbra e com base também em dados da Guarda Nacional Republicana (GNR), ainda
provisórios, o concelho de Cantanhede foi o que registou um maior número de
acidentes, 318, a alguma distância de Montemoro-Velho e Mira, ambos com mais de
200 ocorrências. De acordo com o major Videira, do comando da GNR de Coimbra,
na área de intervenção da Guarda Nacional Republicana, é nos concelhos do
litoral que acontecem mais sinistros nas estradas (42% do total dos acidentes
registados pela GNR), seguindo-se os do Pinhal Interior. Aqui Oliveira do
Hospital e Tábua estão no topo e aqui a razão pode estar na fuga às portagens
da A25, que aumenta o fluxo na EN 17 e no IC-6.

A GNR destaca o elevado número
de vítimas em acidentes que envolvem motas e ainda os atropelamentos,
salientando que a velocidade e o álcool continuam a estar na origem de muitos
acidentes. Apesar do pedido, a PSP não disponibilizou dados.

Patrícia Isabel Silva – Diário de Coimbra