ECONOMIA LOCAL – Feira da Casconha está de volta a São Pedro de Alva

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Fruta e hortícolas, mel,
azeite, licores, doces e compotas, pão caseiro, broa, biscoitos e artesanato.
Estes eram os ingredientes que, no século passado, nas décadas de 50/60, era
possível vender e comprar na Feira da Casconha. Uma tradição arreigada na
freguesia de São Pedro de Alva, que se transformou num palco privilegiado para
os agricultores e artífices locais escoarem produtos, mas também num ponto de
encontro das gentes da terra e das redondezas.

«A feira acabou», lembra Bruno Trindade, presidente da Casa do Povo
de São Pedro de Alva, que fala nas «feiras
modernas
» e noutro tipo de eventos que acabaram por fazer “cair em desuso” a Feira da Casconha.
Todavia, empenhada em valorizar a memória e as tradições locais, a Casa do Povo
empenhou-se em recuperar o certame e em colocar a feira na “agenda” dos
acontecimentos da freguesia.

Uma recuperação marcada pelo
êxito e pela adesão dos produtores, locais e não só. A atestar isso mesmo está
o facto de, na segunda edição, o certame contar com a participação de um
produtor do vizinho concelho de Arganil. Amanhã, na terceira feira organizada
pela Casa do Povo, está garantida a presença de um produtor mais distante, de
Tábua.

«A feira está a crescer e as pessoas estão a gostar», afirma,
satisfeito, o presidente, que conta reunir, amanhã, na Praça Mário da Cunha
Brito, espaço central da vila, duas dezenas de produtores, acompanhados com os
respectivos “miminhos” caseiros ou de produção local. Alguns, explica,
inscrevem-se antecipadamente. Outros chegam sem se anunciar. Mas há espaço para
todas e todos são bem-vindos.

A Casa do Povo definiu um
calendário para realizar a feira de três em três meses. Todavia, para já, o
certame tem duas edições, uma em Outubro e outra agora, em Janeiro, de molde a
«abrir o apetite para que as pessoas
venham com mais entusiasmo
».

A feira começa às 8h00, com a
venda da fruta, hortícolas, produtos regionais, artesanato e velharias e
animação não falta para incentivar a vontade de vender e comprar. Bruno
Trindade garante que a música das concertinas e harmónicas vai dar um ambiente
de festa à praça e à vila de São Pedro de Alva até ao final do dia.
Manuela
Ventura
– Diário de Coimbra