URGENTE – Associação de utentes lança petição pela recuperação do IP3

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«Piso com brechas e abatimentos, barreiras e taludes a precisar de
intervenção urgente, inclinações acentuadas, curvas apertadas, zonas de
formação de lençóis de água, faixas de rodagem reduzidas, ausência de separador
central na maior parte do percurso no distrito de Viseu
». Não é curta a
lista de deficiências que a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 aponta
ao itinerário. Entendendo que «a
situação se agravou muito nos últimos anos
» e que «a sinistralidade tem vindo a aumentar», a associação lançou a
petição pública “Melhoria e Alargamento
do IP3 sem Portagens – Pela Segurança, Acessibilidade e Desenvolvimento
”,
já disponível online, e estará hoje, na feira da Espinheira, em Penacova, a
recolher mais assinaturas.

«O objectivo é conseguir quatro mil assinaturas no espaço de um mês e
levar o assunto à Assembleia da República, dar a palavra aos utentes e pôr a
comunidade a falar sobre o assunto
», explicou ao jornal Eduardo Ferreira,
um dos elementos da associação criada em 2001 e que reúne hoje utentes de vá-
rios concelhos abrangidos pela ligação rodoviária, muitos deles sobreviventes
de acidentes.

«O Governo tem vindo a anunciar o investimento de 2,5 milhões de euros,
mas, não só consideramos esse valor insuficiente, como ainda não vimos nada
sair do papel
», referiu ontem, durante uma acção de sensibilização na zona
do Cunhedo (Penacova), onde ostentaram uma faixa a alertar para a urgência de
intervenção pú- blica no IP3.

Desde 2001, «alguns perigos foram minimizados, foi
colocado o separador central em troços mais críticos e a mortalidade reduziu
nesse traçado
», porém, «a manutenção
parou, a estrada degradou-se assustadoramente e a sinistralidade subiu
»,
explica a associação, num “caderno reivindicativo” que resulta da auscultação
de utentes do IP3 e das populações por ele atravessadas.

A Associação de Utentes e
Sobreviventes do IP3 reivindica o alargamento para quatro faixas e a colocação
de separador central em toda a extensão, a melhoria dos nós de acesso às povoações
e zonas industriais, a estabilização urgente dos taludes afectados pelos
incêndios, entre outras medidas mais imediatas. «Barreiras e taludes caídos ou a ameaçar ruir, encostas desprotegidas»,
um «talude arreado, com via suprimida há anos na zona da Espinheira» e ainda «a descida do Botão, que há 17 anos aguarda
por reparação
» são exemplos citados. «É
urgente e é obrigação das entidades responsáveis, a Infraestruturas de Portugal
e o Ministério do Planeamento e Infraestruturas, resolver estes problemas e
salvar vidas
», frisa.

Andrea Trindade – Diário de Coimbra

2 COMENTÁRIOS

  1. É sem dúvida hora de modernizar está esta estrada…ou será que ainda não morreu nela gente suficiente para por mãos a obra uma miséria onde tanta boa gente tem que utilizar para ganhar o pao de cada dia e nada é Feito apenas cobrar impostos é sempre o objetivo em cima da mesa tenham vergonha por o nosso País merece .