URGENTE – Anunciada mais uma petição para requalificação do IP3

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Considerando que “o IP3 é uma rodovia sem os requisitos
mínimos de segurança, com um historial trágico de mortes e feridos
”, quatro
associações empresariais avançaram para uma petição a exigir requalificação
total de todo o traçado. O presidente da Câmara Municipal de Penacova, Humberto
Oliveira acrescenta que “dizem que não
há dinheiro, mas tem de haver

Uma petição a exigir a requalificação da “via mais perigosa de Portugal” foi ontem
anunciada, por iniciativa de quatro associações empresariais, duas de Viseu, e
outras duas de Mangualde e da região de Dão Lafões.
Na nota explicativa desta iniciativa, as entidades dão conta de que “o
IP3 liga Viseu a Coimbra e foi concluído há 30 anos
”, acrescentando logo de
seguida que “é a via rodoviária mais perigosa em Portugal, sendo apelidada
de estrada da morte
”.
Estrada “indigna” de um Portugal moderno Nesta perspetiva, os
autores da petição consideram que esta estrada “é indigna do Portugal
moderno, inibidora da fixação de pessoas e da atividade económica
”. Os
representantes do tecido empresarial da região assumem que não vão parar
enquanto a qualificação “não for uma realidade”.
Perante o “elevadíssimo tráfego no IP3”, os requerentes exigem “duas
faixas em cada sentido, separador central, piso correto que drene as águas,
iluminação e sinalização adequadas
”.
No distrito de Coimbra, o presidente da autarquia de Penacova, Humberto
Oliveira, acrescenta que “dizem que não há dinheiro, mas tem que haver,
porque esta estrada está esgotada
”. Reconhecendo que a construção de uma
nova via em perfil de autoestrada fica muito cara, “a prioridade imediata é
fazer a requalificação
”, acrescentando que “se não houver dinheiro para
obras em toda a extensão do IP3, tem que se avançar por troços, durante mais
tempo, mas para começar já
”.
Responsabilização do Governo e deputados
Considerando as obrigações do Estado Português, os subscritores da petição
vêm exigir” ação ao Governo, aos deputados da Assembleia da República e
a todos os que possam, de forma direta e indireta, contribuir para a resolução
desta autêntica emergência.
Ministro diz que não há dinheiro para a obra total
Sobre esta situação – que se regista em todo o traçado entre Coimbra e
Viseu – em 17 de janeiro último, o ministro do Planeamento e das
Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que o IP3 “não pode ser abandonado”,
acrescentando que o Governo deu “um sinal positivo” ao adjudicar uma
intervenção de 2,5 milhões de euros, incidindo especialmente nos taludes, que
se deverá iniciar ainda em 2018.
Nessa ocasião (no final de uma reunião do Conselho Regional do Centro)
Pedro Marques admitiu que será “complexo recuperar, mesmo no próximo ciclo
de programação
” da União Europeia, “a possibilidade de financiamento
comunitário deste tipo de obras
”.
António Rosado – Diário As Beiras

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