EMERGÊNCIA – Voluntários de Penacova salvam mulher de 45 anos

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Há histórias e “estórias” e,
muitas delas, contadas como se de um analgésico se tratasse ou, simplesmente,
ministrado com efeito de bálsamo. Os sentimentos mais profundos, por vezes,
“acalmam-se” com dose certa e na precisa altura. Há histórias com finais
nefastos, mas existem muitas outras com desfechos para contar e recordar vezes
sem conta.

No pretérito domingo, ao
final da tarde, uma mulher de 45 anos viveu uma situação de risco, sendo
preciso utilizar o poder da sabedoria para a “trazer” de regresso ao nosso
convívio. Esta história só é possível contá-la com prazer porque foi vivida
precisamente na altura e no local certo.

A mulher sentiu-se mal, mas
ia empregando palavras que iam servindo de atenuantes ao estado clínico
circunstancial. Mas o sofrimento acentuou-se e o marido, como que a “fugir” a
um momento triste, levou-a ao Centro de Saúde de Penacova. Pelo caminho, a
mulher entrou em paragem cardiorespiratória e parecia não haver “antídoto”
para inverter a situação. Contudo, o “cenário” desta “história” não poderia ter
tido melhor “estrado”. Tudo ocorreu na estrada próxima do quartel dos Bombeiros
Voluntários de Penacova. Só por isso, a imperfeição respiratória parecia ter
solução à vista, bastando para isso comunicar ao contingente de serviço para o
elevado risco que a mulher estava a passar.

Um alerta é sempre um
alerta, independentemente da distância da ocorrência. Neste caso, “jogaram-se” todos os naipes à porta de
casa e os bombeiros, que ocorreram ao local num abrir e fechar de olhos,
utilizaram toda a sua sapiência para ajustar o equilíbrio emocional do marido e
respectivos transeuntes, agindo, ao mesmo tempo, e com sagacidade que se
exigia, para “trazer” de volta a mulher que permanecia em paragem
cardiorrespiratória.

Ao fim de algum tempo, fruto
do excelente trabalho de equipa e com recurso ao Desfibrilhador Automático
Externo (DAE), utilizado em paragens cardiorrespiratórias e que tem como função
identificar o ritmo cardíaco ou fibrilhação ventricular, o contingente que se
encontrava de serviço, longe de familiares ou, simplesmente, a passear ao final
da tarde de domingo, deram uma nova vida à mulher.

«Depois de reverter a situação de paragem, os Bombeiros Voluntários de
Penacova, então apoiados pela equipa VMER do INEM, efectuaram o transporte para
os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). Como selo de satisfação, a
vítima entrou com vida para a unidade de cardiologia
», aferiu António
Simões.

O comandante dos Bombeiros
Voluntários de Penacova sublinhou ainda que a senhora «encontra-se em franca
recuperação». «O marido telefonou-nos a informar que a esposa já teve a
oportunidade de falar com ele e que, embora sedada, encontra-se estável
».
«Desejamos uma efectiva e rápida recuperação à senhora, porque são estas
situações que fazem valer a pena e dão sentido ao trabalho e à dedicação destes
bombeiros e bombeiras que, num Domingo de Ramos, estão voluntariamente ao
serviço de uma causa e em que tivemos de prestar o socorro a mais oito
situações de emergência
», sublinhou António Simões. «Contribuir para salvar uma vida é o melhor que nos pode acontecer»,
sintetizou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova.
Carlos
Sousa
– Diário de Coimbra