INVESTIMENTO – Governo quer duplicar quase todo o IP3

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O Governo pretende avançar com
a requalificação do IP3, entre Coimbra e Viseu, numa obra que rondará os 130
milhões de euros e que prevê a duplicação em 85 % do seu percurso. Depois de
estudadas três alternativas (além desta esteve em cima da mesa a construção de
uma nova auto-estrada com portagens entre as duas capitais de distrito ou a
concessão daquele troço para ser explorado com a cobrança de portagens) a opção
foi tomada e ontem comunicada a autarcas da região numa reunião onde também
esteve a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do
Centro.

Segundo o estudo das
Infraestruturas de Portugal, a que tivemos acesso, aquelas duas opções terão
sido preteridas em função do custo e dos impactos ambientais pois em ambos os
casos teria de ser construída uma nova ponte e um túnel na zona da Livraria do
Mondego, Penacova.

Esta é precisamente a zona
mais sensível do traçado e aquela que não poderá ser intregralmente duplicada
com duas faixas em cada um dos sentidos. Quer devido às pontes quer às margens
da bacia da Aguieira. Assim, no total, dos 75 km que separam o Nó de Souselas
do Nó de Viseu, 85 % serão com duas faixas em cada sentido (contra os 21%
actuais), 12% terão duas faixas num sentido e uma faixa no sentido oposto (isso
acontece actualmente em 63% do traçado) e em 3% haverá apenas uma faixa em cada
sentido (actualmente essa situação verifica-se em 16% do actual IP3). Esta
intervenção deverá ter um custo aproximado de 130 milhões de euros e pode ser
financiada através de investimento público directo. O mesmo não sucederia,
segundo aquele estudo, com as outras duas opções. A concessão do IP3 com
portagens representaria um investimento de 250 milhões e a nova auto-estrada
paralela ao IP3 custaria cerca de 300 milhões de euros.

Quanto ao calendário de
execução, o governo admite a hipótese de já este ano arrancarem algumas das
intervenções.

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