INVESTIMENTO – Bloco de Esquerda congratula-se com requalificação do IP3 entre Coimbra e Viseu

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O Bloco de Esquerda (BE)
congratulou-se hoje com “a opção
política tomada pelo Governo de requalificar o IP3
” entre Coimbra e
Viseu, mas lamentou que a execução da intervenção, que é urgente, se prolongue
por quatro anos.

As comissões coordenadoras
distritais de Coimbra e de Viseu do BE “congratulam-se, genericamente, com a opção política tomada pelo Governo
em requalificar o IP3 (85% em perfil de autoestrada), requalificação que é
assumida como sendo de iniciativa pública e de execução faseada no âmbito do
Orçamento do Estado” e sem “custos imediatos ou futuros para os
utilizadores
“, afirmam as duas estruturas partidárias, numa nota
enviada hoje à agência Lusa.

O abandono definitivo do projeto (do Governo anterior e dos partidos da
direita) de transformar o IP3 numa parceria pública privada (PPP)

merece o aplauso das duas coordenadoras distritais do partido, por significar
o empenho no desenvolvimento do
interior e o reconhecimento da inexistência de alternativas de mobilidade
naquele percurso
“.

Os bloquistas lamentam, no
entanto, que a decisão, recentemente anunciada pelo ministro do Planeamento e
Infraestruturas, Pedro Marques, “não
tenha sido tomada há mais tempo e que o seu prazo de execução previsto se
estenda por quatro anos
“.

Trata-se de um espaço de tempo
muito longo para a urgência da
resolução de um problema que se foi arrastando ao longo de muitos anos, com
perda de muitas vidas e com elevados custos para os sinistrados
“,
salienta o BE, que “lamenta que o
projeto implique a persistência de 12% do percurso em perfil de 2+1 faixas e
que 03% do percurso conserve apenas uma faixa em cada sentido
“.

As coordenadoras distritais de
Coimbra e de Viseu “reconhecem a
importância do apoio a este projeto da generalidade das autarquias
” e
comunidades intermunicipais (CIM) das zonas de Coimbra e de Viseu, “bem como de associações empresariais,
convergentes na ideia de que uma via rodoviária com portagem seria uma péssima
solução para o desenvolvimento económico desta sub-região
“.

Esta intervenção não dispensa,
no entanto, “a necessidade de
incluir no projeto de ligação de Coimbra a Viseu a execução de raiz de um troço
complementar, mais a sul
“, no seguimento da A13 (autoestrada que liga
Coimbra a Tomar) entre o nó de Ceira (Coimbra) e o nó da Lagoa Azul (barragem
da Agueira), em perfil de autoestrada, mas sem portagem, sustenta o BE.

Este lanço, dando continuidade
à A13, “afigura-se como importante
alternativa de mobilidade para as populações e as empresas da generalidade dos
concelhos dos distritos de Coimbra e de Viseu, que têm sido prejudicadas, quer
pelo desinvestimento na rede ferroviária, quer pelo envelhecimento das antigas
estradas como a EN17
” (via vulgarmente também conhecida por Estrada da
Beira).

A necessidade do troço sul do
IP3 é “reforçada não só porque
completa a ligação a Viseu prevista na A13, contornando Coimbra por nascente,
mas também porque surge como percurso alternativo ao troço entre Penacova e
Lagoa Azul, que, segundo o projeto [de requalificação do IP3 entre Coimbra e
Viseu], será exatamente aquele que ficará limitado pelo estreitamento da via
“,
destacam ainda as coordenadoras de Coimbra e de Viseu do BE.