Quando decidimos…

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O nosso Primeiro
Ministro disse hoje, num evento sobre o IP3, aqui ao lado, na Raiva, uma
verdade de La Palisse: “quando decidimos por esta obra, deixamos de decidir por
outras…”.

Ou seja, quis António
Costa dizer que os Governos fazem/tomam decisões que favorecem determinadas
obras em desfavor de outras, ou dito por outras palavras, dão umas benesses a
uns, em desfavor de outros, que é como quem diz os Governantes praticam
descriminação, sucessivamente.

Eu penso, sinceramente,
que este axioma é percebido todos os dias por todos, ou quase todos os
portugueses; por todos, ou quase todos os autarcas; por todas, ou quase as
regiões.

E será esta afirmação
do nosso Primeiro Ministro uma tomada de consciência de que o IP3 anda há muito
tempo a sofrer discriminação negativa?

…e que anda há muito
tempo a matar pessoas por via desse facto?
Admitamos que sim; que
ele falou verdade!

Porque todos nós o
sabemos…e também sabemos que ele – tal como todos os outros políticos – precisam
agora muito das Beiras que têm esquecido.

Ora, também se sabe que
ao nível da governação, a uma discriminação negativa, corresponde, quase
sempre, uma outra discriminação, mas positiva, sendo óbvio e natural que os beirões
e os familiares das pessoas falecidas ou estropiadas saibam do nosso Governo
quais são, então, as discriminações positivas que beneficiaram das suas opções
tristes.

O fenómeno IP3
atravessou – no desleixo – uma série grande de governos e, ainda maior, de
governantes.

Alguns desses senhores
andam agora com o Interior às costas, como eu tenho escrito.

Nós, em Penacova,
infelizmente, temos sido sucessivamente esquecidos pelos governos todos e por
quase todos os governantes, sendo certo que ao termos, hoje, dois Deputados da
Nação que, historicamente, também, são os responsáveis pelas Distritais de
Coimbra dos dois maiores Partidos portugueses, podemos ambicionar que o
panorama seja revertido, com o Governo, os Governantes e os Deputados a
admitirem que o tempo da discriminação negativa, para Penacova, chegou ao fim.

O que tudo pode/deve
ser já demonstrado pela imediata activação do Hospital de Lorvão, com dedicação
a Cuidados Continuados e Paliativos, cuja decisão também pode ser em desfavor
de uma outra qualquer, uma vez qua a nossa terra, contrariamente a outras suas
vizinhas, não tem beneficiado de transferências indirectas do Orçamento de
Estado, que é como se chama a estes pequenos “artifícios” que têm provocado a
verdadeira distorção do desenvolvimento regional.

Puxemos, pois, pelos
nossos Deputados, pessoas íntegras e competentes que, estou certo, estão muito mais
próximos um do outro do que nós possamos imaginar, quanto às questões
específicas do desenvolvimento da nossa terra!

Luís Amante


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