Comissão Europeia apoia promoção dos produtos agrícolas europeus

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Nos últimos anos, a União Europeia
mostrou ser líder mundial do comércio de produtos agroalimentares e a melhor
referência em matéria de alimentos de alta qualidade. Prova disso é o elevado
interesse de consumidores e empresas de todo o mundo, comprovado nas missões
feitas pelo Comissário Phil Hogan, responsável pela Agricultura e
Desenvolvimento Rural, a países terceiros com quem a UE mantém laços
comerciais. Muitos dos resultados conseguidos no aumento de vendas de produtos
europeus ao estrangeiro foram alcançados através dos programas de promoção de
produtos agrícolas da UE em todo o mundo.

Em 2018, a Comissão Europeia decidiu
aumentar o financiamento disponível para estes programas para 169 milhões de
euros – um aumento de 27 milhões de euros relativamente a 2017, ano em que
foram investidos 142 milhões de euros. Estes programas são fundamentais para
aumentar as trocas comerciais dentro e fora da União Europeia, com apoios que
podem ir desde campanhas gerais de sensibilização para uma alimentação saudável
até setores de mercado específicos.

Este ano, uma das prioridades será a
promoção da criação sustentável de ovinos e caprinos para tentar inverter as
dificuldades atravessadas pelo sector. Dois terços do financiamento destes
programas destinam-se a projetos que tenham como objetivo a promoção dos
produtos alimentares da União em países terceiros como o Canadá, o Japão, a
China, o México ou a Colômbia, que demonstram um grande potencial para um
aumento das exportações de produtos europeus. As campanhas destinadas ao
mercado interno também são valorizadas: o principal objetivo será informar os
consumidores sobre os vários sistemas e rótulos de qualidade da UE, como a
agricultura biológica europeia, que está em largo crescimento.

Não é raro estarmos num supermercado e
encontrarmos o selo de qualidade verde da União Europeia, que remete para a
produção biológica. A atribuição da classificação de agricultura biológica
garante que são tidos em conta fatores como a sustentabilidade dos sistemas de
cultivo e que a proteção animal está assegurada. Os interesses dos consumidores
são garantidos através de procedimentos regulares de certificação da qualidade.

As candidaturas aos programas estão
abertas para um vasto leque de organizações, como organizações profissionais,
organizações de produtores e organismos responsáveis por atividades de promoção
agroalimentar. A Agência de Execução da UE para os Consumidores, a Saúde, a
Agricultura e a Alimentação (CHAFEA) disponibiliza uma série de instrumentos
para ajudar os candidatos a apresentarem as suas propostas. Para mais
informações sobre a submissão de candidaturas, consulte o portal da Comissão
Europeia.
Por Sofia Colares Alves, Chefe da Representação da Comissão
Europeia em Portugal