REFLORESTAÇÃO – Já é possível adotar uma árvore e dar-lhe um nome

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Os portugueses podem, nos próximos meses,
“plantar” um sobreiro ou uma azinheira e até dar-lhes um nome e
seguir a sua evolução, aderindo à iniciativa “Uma árvore pela floresta“, que junta a associação
ambientalista Quercus e CTT. 


A iniciativa, este ano em quinta edição, é hoje apresentada
e tem como objectivo florestar com espécies autóctones áreas protegidas e matas
nacionais do país, especialmente em zonas mais afectadas pelos
incêndios. 
Em mais de 400 lojas CTT de todo o país, ou mesmo na
Internet, vão estar à venda dois “kits” de sobreiro ou azinheira. Por
cada venda a organização ambientalista é informada e na próxima primavera
planta todas as árvores vendidas, seja em zonas ardidas seja em zonas
classificadas.

Segundo a Quercus desde o início do projecto já
foram plantadas 80 mil árvores.


Através da
colaboração com várias entidades e voluntários, colhem-se sementes para
produzir plantas, plantam-se árvores e arbustos, cuidam-se de bosques,
previnem-se os fogos florestais e promove-se a educação ambiental através da
preservação da biodiversidade e da floresta
“, diz o presidente da
Quercus, João Branco, citado num comunicado da Quercus.

Os compradores de árvores podem registá-las em seu nome e
irão depois receber informações sobre o seu desenvolvimento e sobre o local
onde foi plantada. A árvore é cuidada durante cinco anos.

O projecto ganhou em 2015 o prémio Green Project
Awards na categoria “Iniciativa de
Mobilização
“. O prémio tem como objetivo mobilizar a sociedade para o
desenvolvimento sustentável. Também ganhou em 2016 o prémio Ambiente da
PostEurop, uma organização afiliada das Nações Unidas.

A edição deste ano tem a contribuição dos estudantes do
mestrado em Design e Publicidade do IADE-Universidade Europeia.

A Quercus diz na página da Internet sobre a
iniciativa que em Portugal grande parte da floresta natural desapareceu ou está
muito alterada, sendo já raras algumas das árvores autóctones, e salienta que a
floresta autóctone portuguesa, por norma, é mais resistente ao fogo do que os
povoamentos artificiais de
espécies exóticas, quase sempre instalados com recurso a uma única espécie
“.