MOBILIDADE – Região de Coimbra quer bilhete único para transportes públicos

0
2


A Comunidade Intermunicipal de Coimbra deverá lançar um
bilhete único para todos os transportes públicos, no âmbito da reforma da
mobilidade, setor que representa anualmente um investimento somado de 213
milhões de euros nos 19 municípios.

A revelação foi feita ontem, na Mealhada, durante a
apresentação do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes (PIMT) da
Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, que abrange os municípios
de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã,
Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do
Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de
Poiares.

A criação de um sistema de integração bilhética e tarifária
dos diversos operadores de transporte público e a criação de títulos de
transporte multimodais são duas das propostas que constam nos documentos
apresentados por Jorge Brito, secretário executivo da comunidade.

O novo título único, cuja data de lançamento não foi
revelada, funcionará na mesma lógica do Andante, o bilhete único para os
transportes públicos na Área Metropolitana do Porto, ou o bilhete Sete Colinas,
em Lisboa.

Trata-se de um bilhete único para diversos meios de
transportes públicos. O preço a pagar depende do trajeto a efetuar e não do
modo de transporte que utiliza ou do número de embarques que o utente efetua.

Para além da chamada “integração
bilhética e tarifária
”, os documentos apontam também para flexibilização do
transporte público, o reforço da intermodalidade e a introdução de novos
sistemas de informação ao público, “que
desempenharão um fator chave na atratividade e competitividade do setor
”,
garante a CIM.

Numa região centrada em Coimbra, com entradas e saídas
diárias na cidade de moradores e visitantes de toda a região, que usam
preferencialmente viatura própria (72%), a CIM vai apostar ainda mobilidade
ciclável e pedonal, que está dependente da criação de infraestrutura dedicada,
como pistas e acessos que garantam todas as condições de segurança nas deslocações
diárias.

A região possui uma boa rede de infraestruturas
rodoviárias, com uma extensão de aproximadamente 15.000 km, garante a CIM. Os
custos de investimento médios anuais relacionados com mobilidade, rede viária,
estacionamento, transporte público, rede pedonal e iluminação pública ronda os
213 milhões de euros. Mais de metade dessa verba é investida em iluminação
pública.

Em termos de segurança rodoviária destaca-se a vontade de
rever as tarifas na A14 (ligação da Figueira da Foz a Coimbra) e A13 (ligação
de Penela, Miranda do Corvo, Condeixa-a-Nova a Coimbra, a conclusão do IC6 de
ligação de Tábua a Oliveira do Hospital e a construção de uma alternativa à
Estrada da Beira.

A CIM quer ainda reduzir até 2023 em 20% as emissões de
CO2, contando para isso com um conjunto de ações que passam pela aplicação de
“planos de mobilidade sustentável para as escolas (para reforço do uso dos
modos suaves, aliado a um plano intermunicipal de segurança rodoviária)
”.

Outras medidas são a reestruturação das redes de transporte
público rodoviário, concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego,
reestruturação das redes de transporte público rodoviário e criação de uma rede
de Urbanos da CP de Coimbra