Nota sobre o Autor, Luís Amante

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O meu sentir de ti, na pele colada que existe em mim de palavras
soltas, memorias e saudades.
Reflectindo sobre os anos que já viveste, sei que existiram
pessoas e situações que influenciaram, de uma maneira ou de outra, o homem em
que tornaste.
Luís
Manuel Pais Amante, nasceu a 15 de Janeiro de 1954, na Vila de Penacova,
concelho de Coimbra, é meu irmão e quando eu nasci ele tinha 11 anos de idade.
Nasceu numa família onde reinava
a simplicidade, mas onde também existia um grande conhecimento da vida, enorme
“inteligência emocional” e um grandioso cordão de amor.
Desde muito cedo percebi que o
meu irmão era um rapaz diferente de muitos da sua geração.
A minha mãe dizia que o meu irmão
era muito inteligente, trabalhador e que teria de fazer tudo o que estivesse ao
seu alcance para que fosse longe nos estudos.
Partiu para Lisboa num Agosto quente
de 1973 para ir frequentar a Faculdade de Direito, em tempos muito difíceis e
onde Lisboa naquele tempo parecia ficar tão longe de nós.
Recordo, que eu e a minha mãe,
fomos para a estrada do Mirante para ver passar a camioneta lá em baixo junto
ao rio dos nossos sentidos, que o levava para Lisboa.
Nos olhos amendoados da minha mãe
corriam lágrimas de um misto colorido de orgulho, saudades e preocupações.
O meu irmão Luís, nunca traiu os
sonhos dos meus pais, estudou, trabalhou, venceu batalhas e adversidades sempre
com a poesia das palavras que levou gravadas no coração que lhe foram ditas na
hora da partida.
O seu sucesso profissional e
pessoal, seguramente, que têm a certeza do amor da minha mãe e a verticalidade
do meu pai.
Líder por natureza construiu a
sua vida sem nunca esquecer as margens do seu rio Mondego, a paisagem do seu
berço e o equilíbrio do casario da Vila de Penacova.
Apaixonado por Penacova e pelas
suas gentes, é ali, que renova forças para a sua vida pessoal, profissional e
também para a sua poesia (conforme escreveu nos seus anteriores livros Conexões
e Reflexos).
Crescemos numa casa pequenina mas
no quarto que partilhava com o Valdemar existiam muitos livros e cadernos onde
escrevia.
Viajou muito através dos livros e
é através dos seus escritos que nos foi sempre referindo como se sentia, como
via o mundo em geral, quais as suas preocupações e como andavam os seus amores.
Somos uma família diferente da
maioria que conheço e somos vistos como referência para muitos outros.
O grande amor do meu irmão Luís
foi a mãe que até hoje não deixa que ninguém a esqueça porque vai pronunciando
com a voz embargada o seu nome e fá-lo através da sua poesia (os livros que
publicou anteriormente, foram dedicado à Mãe Zélia e ao Pai Manuel).
Amante de serões de sueca com os
amigos de sempre, na companhia dos seus, rodeado de livros e a ouvir música de
intervenção ou fado e com os olhos sempre atentos assim cresceu nestes seus 64
anos de vida.
Advogado, gestor, consultor e
poeta é o meu irmão, referencia de integridade, lealdade e amor.
A ele, devo muito do meu
conhecimento, da minha maneira de estar na vida e nunca me senti órfã porque o
tenho.
Que nunca se esgotem as suas
fontes de inspiração para que possa continuar a colorir a vida com muitas cores
sem nunca esquecer as coisas simples da vida.
Ser irmã de alguém assim tão
completo é uma bênção.
Ler e envolver-me na sua escrita
uma inspiração.
Saber o amor que tens por todos
nós, um bálsamo protector.
Que as palavras nunca se esgotem
e que os teus reflexos escritos da Poesia do teu Tempo tenham sempre presente a
memoria do passado, do teu presente e venham muitos mais no futuro.
Rosa
Teresa Amante