PSD Viseu acusa Governo de “embuste” sobre obras no IP3

0
5

Em concreto,
o Governo limitou-se apenas a adjudicar obras de manutenção geral de
pavimentos, introdução de separadores e reparação geral de taludes num pequeno
troço de 16 km, cujo início está ainda sujeito a visto de Tribunal de Contas
“,
refere um comunicado do PSD a propósito das obras apresentadas pelo
primeiro-ministro, António Costa, na sexta-feira.


No documento, lê-se que “esta intervenção não é mais do que uma grande reparação com obras há
muito previstas pela Estradas de Portugal para reposição do traçado original

do itinerário principal 3 (IP3), que liga Viseu a Coimbra.

O embuste é
tão evidente que basta comparar com o que o Governo anterior fez para se
concluir que, em período de recuperação de quase bancarrota, se investiram 10
milhões de euros na construção da nova ponte no IP3 na foz do Dão
“,
acusa Pedro Alves, líder da distrital.

No comunicado, a distrital do PSD acusa ainda o Governo
de “dar sem efeito e rasgar
o projeto em curso de construção da autoestrada Viseu-Coimbra lançado pelo
anterior Governo e lançar, mais de três anos depois de tomar posse, um concurso
para a elaboração de um outro projeto.

O primeiro-ministro, António Costa, presidiu na
sexta-feira à assinatura do contrato para a empreitada de requalificação do
troço do IP3 entre os nós de Penacova e Lagoa Azul (concelho de Mortágua,
distrito de Viseu), naquela que será a primeira fase de intervenção naquela
estrada, num investimento orçado em 11,8 milhões de euros e com um prazo de
execução de 330 dias.

Durante a cerimónia, que decorreu no nó da Lagoa Azul, o
chefe do executivo explanou que, após a assinatura do contrato entre a
Infraestruturas de Portugal (IP) e o consórcio Embeiral e ACA – Alberto Couto
Alves, a obra irá para o terreno dentro de “poucas semanas, ou meses, no limite“, assim que tiver o aval
do Tribunal de Contas.

O presidente da Infraestruturas de Portugal, António
Laranjo, explicou que, com a intervenção prevista para o IP3, cerca de 85% do
percurso entre Coimbra e Viseu ficará com perfil de autoestrada (duas vias em
cada lado), querendo garantir mais segurança e mais rapidez no trajeto (estimada
uma redução do tempo de percurso em 34%).

“Nada
mais aconteceu e tudo o resto são ‘powerpoint’, vídeos de grande efeito
mediático e promessas de que lá para 2020, isto é, depois das eleições, se
poderá avançar com algo de concreto, realçando-se a este respeito o facto de
essas promessas não terem qualquer financiamento previsto nem sequer tradução
prática no pomposo Programa Nacional de Investimentos

(PNI), aponta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui