DESPORTO – 2019 marca o regresso do Rali de Portugal à zona centro

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O presidente do ACP, Carlos Barbosa, salientou o regresso
a territórios que estavam afastados da prova desde 2001 e vincou a expectativa
da organização de este ano “aumentar
o retorno
” económico de 138 milhões de euros gerados na anterior
edição, apesar de considerar “excecional
a magnitude dos números do ano passado.

Este ano o
Rali vai ser excecional, pois vamos, finalmente, à zona Centro, que era uma
grande ambição do Rali de Portugal há já uma série de anos. Com a saída de três
câmaras do Norte — Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima –, pudemos fazer
o troço de Góis, Lousã e Arganil. Estamos muito contentes por poder voltar ao
Centro e nos aproximarmos do velho figurino do Rali de Portugal
“,
afirmou.

O programa do Rali conta com um percurso de 1.463,55
quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especiais de
classificação. O ‘shakedown’ tem lugar a 30 de maio no circuito de Baltar, em
Paredes, seguindo-se a partida da porta férrea da Universidade de Coimbra.

Para dia 31 estão previstas passagens por Coimbra, Lousã,
Góis, Arganil e Lousada. No dia seguinte (01), o Rali está já plenamente
instalado no Norte, com especiais em Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Amarante
e Vila Nova de Gaia. Por fim, a 02 de junho, Montim, Fafe e Luílhas acolhem as
derradeiras etapas, antes da consagração dos vencedores em Matosinhos.

O Rali de Portugal tem sido uma etapa essencial do
mundial de ralis e é a mais vista no campeonato do mundo. É sobretudo pela
paixão à volta do Rali que o ACP trabalha para levar aos fãs mais espetáculo e
mais emoções”, frisou o líder da entidade organizadora, sem deixar de
apontar “as dificuldades para obter apoios públicos
“.

Entre as novidades agendadas para esta edição do Rali
preveem-se também zonas de assistência só para pneus e zonas de assistência
para outras reparações e a imposição de os carros não poderem ser reparados no
final do Rali, sendo selados e seguindo no estado em que estão para a prova
seguinte, o Rali de Itália.

Por fim, Carlos Barbosa lançou um apelo aos fãs, pedindo
um comportamento exemplar em defesa da continuidade do Mundial de Ralis em solo
português.
É fundamental que o comportamento do público seja
rigoroso, porque não faz sentido amanhã o presidente da Comissão do Campeonato
do Mundo de Rali ser português e ser ele próprio a tirar o Rali de Portugal por
razões de segurança
“, afirmou.

A 53ª edição do Rali de Portugal, sétima etapa do
Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), decorre entre 30 de maio e 02 de junho.