HOSPITALIDADE – Região de Coimbra de braços abertos para receber emigrantes portugueses

0
4

O Governo, na pessoa do secretário de Estado das
Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, deslocou-se ontem a Coimbra para
assinar 10 protocolos com vista à criação de outros tantos Gabinetes de Apoio
ao Emigrante nos municípios da Região de Coimbra.



Os autarcas da zona Centro reuniram-se na sede da
Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC) para formalizar o
acordo que promete facilitar a reintegração dos emigrantes portugueses
espalhados pelo mundo. Esta iniciativa surge, como explicou o secretário de
Estado, na sequência dos acontecimentos recentes na Venezuela, onde se
encontram cerca de 179 mil portugueses inscritos nos postos consulares.

O protocolo que entendia a criação destes gabinetes foi,
ontem, assinado pelos municípios de Cantanhede, Condeixa-a-Nova, Góis, Miranda
do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure e
Tábua, sendo que os 19 concelhos que integram a CIM RC contam, agora, com este
serviço.

É uma forma simbólica
de dar as chaves de entrada aos municípios, dando uma garantia plena de que
estes cidadãos podem ter acesso aos seus direitos, com conforto e recorrendo
aos meios tecnológicos. Temos cerca de 5,7 milhões de portugueses e
lusodescendentes espalhados por 178 países, de acordo com informação das Nações
Unidas. Esta diáspora deve sentir que o seu país está de braços abertos
”,
explicou José Luís Carneiro.

Numa sessão aberta à comunicação social, o responsável do
Governo apelou a que os autarcas fossem “muito atentos e interventivos” na
execução destes gabinetes.



Já João Ataíde, presidente da CIM RC, lembrou que Portugal
está representado em todos os continentes, por “profissionais qualificados e muito respeitados” que merecem “um novo modelo de apoio acompanhado por um
processo de modernização administrativa
”.

Informações de A a
Z

O objetivo destes gabinetes passa por agilizar questões
burocráticas, garantindo todas as informações e esclarecimentos “de A a Z” –
expressão utilizada pelo secretário de Estado – a quem pretende emigrar ou, por
outro lado, a quem quer voltar o seu país de origem. Assuntos relacionados com
a Segurança Social, questões fiscais, equivalências escolares, condições de
investimento ou situações de natureza habitacional ou de saúde são algumas das
respostas que estes serviços vão assegurar.

Para além de contribuir para o regresso deste capital
humano e social ao país de origem, a Região de Coimbra pode, porventura,
aproveitar esta debandada da Venezuela para repovoar o território do Interior e
captar investimento.
Refira-se que os Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE) já
estão protocolados com 153 câmaras municipais e quatro juntas de freguesia,
tendo gerado 30 mil atendimentos e três mil processos em 2018

Bernardo Neto Parra – Diário As Beiras