CIÊNCIA VIVA – O céu de abril de 2019

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Neste abril dizemos adeus à constelação de Orion, que nos
acompanhou durante todo o Inverno. A constelação vai ficando cada vez mais
baixa e no final do mês já vai estar rente ao horizonte, ao anoitecer. Por
isso, aproveitem para a observar a Sudoeste ao anoitecer, logo no início do
mês.



Quanto a planetas, Marte está visível ao anoitecer a
Oeste, enquanto Júpiter e Saturno podem ver-se antes do amanhecer, a Sul. Mas
em abril Júpiter fica cada vez mais tempo visível, nascendo às 2 da manhã no
início do mês, enquanto no final de abril já se começa a ver à meia-noite.

Dia 5 a Lua atinge a fase de lua nova e dia 9, um fino
crescente passa a 7 graus do planeta Marte, na constelação do Touro. Dia 12 a
Lua está em quarto crescente.
No dia 15, ao anoitecer, procurem as ursas (maior e
menor) viradas a Norte, pois nesta altura a Ursa Maior está bem alta no céu. A
história das ursas começa com Zeus a seduzir a ninfa Calisto. Para impedir que
a sua mulher Hera se vingasse desta, Zeus transformou Calisto numa ursa parda. Nesse
mesmo dia, o filho de Calisto, Arcas, andava à caça e atingiu a própria mãe com
uma flecha, que ao morrer reverteu à forma humana. Arcas gritou para amaldiçoar
Zeus, que com receio que a sua esposa percebesse o que tinha acontecido,
transformou novamente Calisto em Ursa e colocou-a no céu. De seguida
transformou Arcas numa ursa menor e enviou-o também para o céu.

É na ponta da cauda da Ursa Menor que encontramos
Polaris, a Estrela Polar, usada desde tempos imemoriais para orientação.

Dia 19 é dia de lua cheia. Apenas dois dias depois, na
madrugada de 21 para 22 de abril, ocorre o pico da “chuva” de meteoros das
Líridas. No pico, o número de meteoros por horas deve rondar os 18, mas esta é
uma chuva com máximo variável, que pode chegar até aos 90 meteoros por hora e
produz a ocasional “bola de fogo”. Infelizmente estas serão dos poucos meteoros
visíveis este ano, pois a Lua quase cheia ilumina demasiado o céu para se
conseguir ver as menos ténues.

Dia 23 a Lua passa a 3 graus de Júpiter e no dia 25, para
comemorar 45 anos da revolução dos cravos, a Lua passa a 5 graus do planeta dos
anéis, Saturno. Procurem este trio no céu antes do amanhecer.

Finalmente, dia 26 a Lua atinge o quarto minguante.
Boas observações.
Ricardo
Cardoso Reis – – 
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva