XVI CAPITULO DA CONFRARIA DA LAMPREIA – Especialista alerta que ainda não há lampreias a passar a escada de peixe

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Desde que entrou em funcionamento, em 2013, a escada de
peixe na ponte açude em Coimbra que as espécies migratórias que sobem o rio
Mondego para desovar são contadas exemplar por exemplar. Há anos bons no que
diz respeito ao número de peixes que passam a escada, há anos maus, mas nenhum
tão mau como está a ser 2019 para a lampreia «Este ano ainda não tivemos lampreias na passagem de peixe», alertou
este sábado Pedro Raposo de Almeida, da Universidade de Évora, na oração de
sapiência do XVI Capítulo da Lampreia de Penacova, explicando que, face a esta
situação, será preciso tomar medidas, como por exemplo «aumentar o período de defeso».

O ano «excepcional»
foi aquele em que subiram a escada de peixe «22 mil animais», sendo que a média são 10 mil No ano passado, e
segundo Pedro Raposo de Almeida, passaram no açude 11259 lampreias, mas em 2017
tinham apenas subido 295,o que fazia este ser o pior ano, excluindo, até ao
momento, 2019.

Na sua intervenção perante um auditório repleto onde
marcaram presença 61 confrarias que assistiram ao XVI Capítulo da Confraria da Lampreia
de Penacova, Pedro Raposo de Almeida referiu que a escada de peixe em Coimbra «é um exemplo nacional e internacional que
deve ser replicado noutras bacias
» e falou ainda do Plano Operacional de
Monitorização e Gestão de Peixes Anádromos em Portugal, que se encontra em
curso, e que vai disponibilizar selos que são comprovativos da compra em lota,
«evitando que a lampreia importada de França
seja vendida como sendo do Mondego
».

O capítulo da Confraria da Lampreia entronizou dois
confrades empresa e oito confrades efectivos, bem como um dos elementos da
confraria francesa da lampreia que é geminada com Penacova, que juraram
defender a lampreia e os restantes produtos endógenos da região de Penacova.

Finalmente
um sede que pode ser Museu da Lampreia

A grande notícia do XVI Capítulo da Confraria da Lampreia
surgiu do presidente da Câmara de Penacova, Humberto Oliveira, que anunciou a
cedência de um espaço para sede da confraria, na antiga escola primária. Uma
notícia que chegou 16 anos depois mas que, ainda assim, vai permitir, segundo o
mordomo-mor da confraria, Luís Pais Amante, «ter um espaço de showcooking com a possibilidade de aspirar a vir a ser
um museu da lampreia
». «Quero crer
que isto, ao fim de 16 anos, é um estádio elevadíssimo da Confraria de Penacova
»,
afirmou.

Margarida Alvarinhas – Diário de Coimbra

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