EN110 – Obras e interrupção da via causam indignação aos utentes da Transdev

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Em nota enviada à redacção, os eleitos autárquicos da CDU
da freguesia de Lorvão e da Assembleia Municipal de Penacova referem que foram
contactados por utentes dos transportes públicos da Transdev, residentes no
lugar do Caneiro, da freguesia de Lorvão e concelho de Penacova, a queixarem-se
de que, com o corte da Estrada Nacional 110, devido a obras, passaram a ter
apenas um autocarro para Coimbra, com saída do Caneiro às 7h00 e outro para
regressar, com saída de Coimbra às 19 horas e apenas de 2ª a 6ª feira.

Os
transportes suprimidos, com os passes vendidos:

A principal queixa dos utentes prende-se com facto de se
verem obrigados a sair de casa antes das 7h00 da manhã e a chegar a casa
próximo das 20h00, estando fora cerca de 13 horas diárias, com a agravante de
haver crianças que estão sujeitas ao mesmo horário e terem de aguardar em
Coimbra, cerca de uma hora e meia até que abram os estabelecimentos escolares
que frequentam. Anteriormente,
entre as 7h30 e as 8h30 passavam 4 autocarros
em direção a Coimbra, com idêntica resposta no regresso, ao
fim do dia, que as pessoas usavam em função das suas necessidades e para os
quais adquiriram os respetivos passes
.

Refere a nota que as pessoas reclamam o reforço de, pelo
menos mais um autocarro de manhã, por volta das 8h00 e outro de regresso, entre
as 17h30 e as 18h00, mesmo que seja através de viaturas mais pequenas.

A
revolta das pessoas:

Perante a situação, há passageiros que não escondem a
revolta e dizem que passarão a contratar táxis e a apresentar a conta à
Transdev que lhes vendeu os passes, ou à Câmara e à Junta de Freguesia que não
souberam acautelar os interesses e necessidades da população.

A
posição da CDU:

A CDU refere que já remeteu as reivindicações das pessoas
para a transportadora, esperando que a solução seja encontrada rapidamente e lamentamos
que as autarquias locais (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) não tenham
sabido defender a população e encontrado as soluções e respostas indispensáveis
para as pessoas.


A CDU adianta que não desvaloriza a importância das obras
e as medidas de segurança que haja necessidade de acatar na execução da obra,
quer para os trabalhadores, quer para as populações e utentes da Estrada, mas
entende que as obras não podem interromper a vida das pessoas, que não têm
alternativa de passagem.


Na perspectiva da CDU, a obra deve permitir que entre o
fim do dia e o reinício dos trabalhos, no dia seguinte, seja aberta uma via de
circulação, assim como ao fim de semana, e que o período de corte da estrada
seja encurtado o mais possível, para que, mesmo com alguns constrangimentos,
que se aceitam, os utentes possam continuar a viver aqui e as empresas de
canoagem possam exercer a sua actividade.


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