SAÚDE – Estado comparticipou 56 novos medicamentos nos últimos quatro anos

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O Estado comparticipou nos últimos quatro anos 56 novos
medicamentos, que representaram mais de 40 milhões de euros de encargos só no
ano passado, com destaque para os fármacos para deixar de fumar e para os novos
anticoagulantes orais.

Os dados constam do Relatório da Primavera 2019 do
Observatório dos Sistemas de Saúde que é hoje apresentado e que aponta para um
ligeiro aumento” da despesa com medicamentos nos anos mais recentes.

O ligeiro crescimento com a despesa do Serviço Nacional
de Saúde com medicamentos, sobretudo nos últimos dois anos, pode ser em parte
explicado com as novas moléculas comparticipadas em regime de ambulatório.

O relatório especifica alguns casos de medicamentos
comparticipados que mais contribuíram para o crescimento da despesa do SNS,
como os anticoagulantes orais (para doenças cerebrocardiovasculares) ou os
fármacos para a cessação tabágica.

No caso dos novos anticoagulantes orais, que são
comparticipados a 69% e não têm genéricos, representaram mais 20 milhões de
euros de despesa em 2017 e novamente mais 20 milhões em 2018.

Quanto ao medicamento para a cessação tabágica, que
começou a ser comparticipado em 2017, representou e
m 2018 um acréscimo de 1,2
milhões na despesa do SNS.

O Relatório da Primavera assinala ainda que a taxa média
de comparticipação do SNS “continuou
a crescer
” e atingiu em 2018 o valor mais elevado dos últimos seis
anos.

O Observatório realizou também uma análise às assimetrias
geográficas na despesa com medicamentos.

Em termos genéricos, há um menor consumo de fármacos e um
menor gasto no distrito do Porto, enquanto há um maior consumo registado em
municípios da região Centro.

Figueira da Foz, Mealhada, Penacova, Vila Nova de
Poiares, Mortágua, a zona de Figueiró dos Vinhos e de Pedrógão Grande e
Abrantes são as zonas geográficas que apresentam maior consumo de medicamentos
per capita.

No extremo oposto surgem Maia, Matosinhos, Vila Nova de
Gaia, Felgueiras, Paredes, Penafiel e Valongo (todos no distrito do Porto), bem
como Vila Verde e Loures.

Esta análise identificou “importantes assimetrias na
despesa dos medicamentos
“, apesar de ter usado variáveis que reduzem o
efeito das diferentes faixas etárias, até porque foram usados seis grupos de
fármacos com diferentes associações entre consumo e proporção de idosos.