COMBUSTÍVEIS – Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas desconvoca greve

0
4

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas
(SNMMP) desconvocou a greve que dura desde segunda-feira, dia 12. O anúncio foi
feito no final de um plenário que reuniu os motoristas este domingo e que durou
cerca de três horas.

Tendo em conta
que estão reunidas as condições para podermos negociar com a Antram e com o
Governo, foi deliberado hoje, aqui no nosso plenário, desconvocar a greve
“,
disse Pedro Pardal Henriques à saída da reunião.


O plenário teve início pelas 16:00, em Aveiras de
Cima (Lisboa), depois de ter falhado um acordo mediado pelo Governo numa
reunião que começou na sexta-feira à tarde e que durou cerca de 10 horas, tendo
terminado na madrugada de sábado.

O Governo disse hoje que, caso o plenário da estrutura
sindical desconvocasse a greve, está agendada uma reunião na
terça-feira entre o sindicato dos motoristas de matérias perigosas e a
associação patronal.

No sábado, a associação das empresas de transportes de
mercadorias (Antram) disponibilizou-se para integrar um processo de mediação
junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, afirmando ser
convicção da “associação que um processo
de mediação, realizado em clima de paz, poderá conduzir à solução do problema
”.

De seguida, o porta-voz do sindicato de motoristas de
matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, disse ver com agrado a
disponibilidade da associação, mas ressalvou ser necessário que a base de
entendimento já debatida seja aceite.

A greve começou na segunda-feira, 12 de agosto, por tempo
indeterminado, para reivindicar junto da Antram o cumprimento do acordo
assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

A paralisação foi inicialmente convocada pelo Sindicato
Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato
Independente dos Motoristas (SIMM), mas este último desconvocou o protesto na
quinta-feira à noite, após um encontro com a Antram sob mediação do Governo.

No final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma
requisição civil, parcial e gradual, alegando incumprimento dos serviços
mínimos que tinha determinado.


No sábado ao final do dia, o Ministério do Ambiente e
Transição Energética disse que a requisição civil foi cumprida e os serviços
mínimos “superados”, com o último
balanço a demonstrar “uma crescente normalidade da situação”.