CINEMA AO LUAR da INATEL mostrou-se no Machado Castro

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Depois do sucesso das sessões de cinema ao luar em praias
fluviais, entre elas a do Reconquinho e do Vimieiro em Penacova, a Fundação INATEL levou na noite de domingo aos claustros do Museu
Nacional Machado de Castro, em Coimbra, um serão de cine-concerto com entrada
livre. Um conjunto de pequenos filmes mudos, entre eles alguns alusivos à
temática lunar, e produzidos antes de homem ter ido à lua precisamente há 50
anos, foram projetados numa das paredes dos claustros do Museu, com vista
panorâmica sobre a Sé Velha e a Universidade.

A noite quente que se fez sentir em Coimbra, contribuiu
para que o recinto se enchesse de público, que se foi acomodando ora em
cadeiras, ora em poofs, ora nos degraus das escadas, aderindo de forma muito
entusiástica e espontânea. Segundo Bruno Paixão, diretor da Fundação INATEL em
Coimbra, “depois do sucesso nas
praias fluviais, tivemos novamente ocasião de juntar a sétima arte à criação
musical de improviso, que acompanhou as imagens projetadas. Fizemo-lo num
ambiente distinto, como este belíssimo monumento nacional, comprovando como a
cultura é eclética e permite uma livre criação reinventada
“.

A Fundação INATEL agradeceu ao Museu Nacional Machado de
Castro pelo seu muito relevante papel na cultura coimbrã, enfatizando “a sua abertura para esta iniciativa
conjunta, em cooperação, cujo destinatário é apenas um: o cidadão
“.

A próxima sessão, que encerrará o ciclo de “Cinema ao
Luar
” com música ao vivo, protagonizado pela Fundação INATEL, decorrerá no
próximo sábado, 14 de setembro, pelas 21:00h, em Vila Cova do Alva, uma aldeia do
xisto do concelho de Arganil, e serão projetadas na parede exterior da igreja
matriz três curtas-metragens da comédia de Buster Keaton: “O teatro”,
“Uma semana” e “Cops”.

De acordo com o balanço de Bruno Paixão, “quando conseguimos alcançar a diversidade
do nosso território e temos afluências significativas em torno de expressões
culturais em locais inesperados, isso faz-nos sentir que estamos a cumprir a
nossa missão de democratização da cultura e de enche-nos de orgulho o facto de
as nossas propostas corresponderem às expectativas dos públicos
“.