CIÊNCIA VIVA – O céu de outubro de 2019

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Este mês de eventos astronómicos é demarcado pela passagem
da Lua junto a Júpiter: primeiro na
noite de dia 3 e depois no dia 31.

Aquando do quarto crescente de dia 5 a Lua passará tão
próxima de Saturno que ao longo de uma faixa que vai do Chile e Argentina até
ao sul da África Austral irão assistir à ocultação este planeta pela Lua.

Dia 8 terá lugar o pico da chuva de estrelas Dracónidas, as
quais parecem irradiar de um ponto no céu (o radiante) situado ao lado da
cabeça da constelação do Dragão. Esta chuva de meteoros é bastante fraca, não
superando a dezena de meteoros por hora mesmo em condições ideais.

O quarto crescente terá lugar na noite de dia 13 entre as
constelações da Baleia e a dos Peixes. Quatro noites depois, a Lua ter-se-á
deslocado até junto de Aldebarã, o Olho da constelação do Touro.

O planeta Marte apenas reaparecerá nos céus matutinos
durante terceira semana do mês, surgindo ao lado da constelação da Virgem.

Dia 20 Mercúrio atingirá o ponto de maior afastamento para
leste relativamente ao Sol, sendo uma excelente ocasião para observá-lo ao
anoitecer.

Figura 1 –
Céu a sudoeste pelas sete horas da madrugada de dia 21


Dia 21 tem lugar o quarto minguante. Na madrugada desse dia
a Lua terá passado perto de Pólux, a estrela representa uma das cabeças da
constelação dos Gémeos. Castor é a estrela da cabeça do outro gémeo. Na
mitologia greco-romana os gémeos Pólux e Castor são filhos da mesma mãe: Leda,
rainha de Esparta, mas de pais diferentes. Castor era filho de Tíndaro, esposo
de Leda, enquanto Pólux era Filho do deus Zeus.

Na noite de dia 21 para 22 coincide tem lugar pico de
atividade da chuva de estrelas Oriónidas, pequenas rochas e poeiras libertadas
pelo cometa Halley. O nível de atividade desta chuva de meteoros depende de
fatores como a fase da Lua ou o tempo decorrido desde a última passagem do cometa.
Este ano é de esperar não mais que uma a duas dezenas de meteoros por hora.

Figura
2 – Céu a sudoeste pelas ao início da noite de dia 31 

Dia 27 será o último domingo do mês. Assim, de acordo com a
legislação em vigor, às duas horas da madrugada (hora continental) desse dia
tem início o horário de inverno. Por este motivo devemos atrasar os nossos
relógios sessenta minutos. A mudança de hora pode não ter grande impacto em
países situados a latitudes elevadas em que dias e noites não muito curtos ou
longos. No entanto à nossa latitude esta medida permite-nos aproveitar melhor
as horas de exposição solar.

Dia 28 tem lugar a Lua Nova. Nesta mesma altura Úrano
estará em posição, i.e. a posição diametralmente oposta à do sol, e assim na
altura em que este planeta está mais próximo da Terra e com a sua face voltada
para nós totalmente iluminada. Este planeta situar-se-á junto às constelações
do carneiro e dos Peixes, bem no limiar do que é observável à vista desarmada
em locais com muito pouca poluição luminosa.

Dia 29 a Lua passará ao pé de Vénus e dois dias depois de
Mercúrio. Estes dos planetas serão visíveis durante todo o mês como estrelas da
tarde, sendo a maior aproximação entre os dois por volta de dia 30. Dir-se-á
que estes planetas estarão em conjunção. Tal fenómeno não tem nenhum impacto
sobre as nossas vidas para além de dar-nos mais uma bela desculpa para se
observar o céu.

Boas observações!
Fernando J.G. Pinheiro (CITEUC)

Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva


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