EFEMÉRIDE – Movimento + Saúde assinala 60 anos da “Colónia Agrícola de Lorvão”

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Foi há 60 anos que o Governo de então decidiu – através
de decreto-lei publicado no Diário do Governo em outubro de 1959 – criar a
designada Colónia Agrícola de Lorvão, destinada ao tratamento das doenças e
anomalias mentais de evolução prolongada, que dez anos depois passou a
designar-se Hospital Psiquiátrico do Lorvão.

Para assinalar a efeméride, o Movimento + Saúde para o
Hospital de Lorvão, (constituído por pessoas e instituições principalmente da
região) está a organizar um encontro que vai incluir “os antigos trabalhadores do hospital, aqueles que querem dar vida nova
ao hospital, os membros deste movimento, os subscritores da Petição à
Assembleia da República e a população, que querem reverter aquele edifício para
a saúde
”.

Pretende-se a criação de uma Unidade de Cuidados
Continuados e de Reabilitação, e dessa forma, “garantir a conservação deste Monumento Nacional”.
O jantar está marcado para dia 16 de novembro, na Quinta
de Vale Pousado, na Aveleira.

Movimento
solicita reunião à ministra da Saúde



Neste contexto, o Movimento + Saúde para o Hospital de
Lorvão fez uma reunião prévia onde decidiu “
pedir uma audiência à senhora
ministra da Saúde, para lhe expor a proposta, o trabalho desenvolvido e os
estudos realizados, que mostram a necessidade da Unidade de Cuidados
Continuados e de Reabilitação e a sua viabilidade social e económica
”,
acrescentando um apelo “
para que se cumpra a Recomendação ao Governo para a
criação de uma Unidade de Cuidados Continuados e de Reabilitação no Hospital de
Lorvão, publicada no Diário da República em 22 de agosto de 2019, através da
Resolução da Assembleia da República nº 144/2019
” .



Projeto
REVIVE pode ser aproveitado para a Saúde


O movimento determinou ainda uma reunião à equipa técnica
do REVIVE (programa que promove a reabilitação de monumentos nacionais para o
turismo), para “valorizar e concretizar
o trabalho técnico desenvolvido por essa equipa, com vista à recuperação
daquele imóvel e a sua colocação ao serviço do país, duma forma que seja
simultaneamente sustentável económica e socialmente e que contribua para o
desenvolvimento da região
”.

A concluir, o movimento “estranha” que se continuem a adiar os prazos do concurso para a
concessão do mosteiro para a sua exploração como hotel, “indo já no 5.º prazo, sem candidatos interessados, e dessa forma
estarem a adiar a libertação do edifício para a saúde
”.

António Rosado – Diário As Beiras