REQUALIFICAÇÃO IP3 – Enquanto espera por separador central mortos continuam a aparecer, dizem utentes

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A Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 quer que, por
“respeito pelas famílias” dos que já pereceram nesta estrada, seja colocado
pelo menos um separador central provisório no troço do distrito de Viseu.

As palavras são de Álvaro Miranda, desta associação, que
reuniu ontem à tarde com deputados do Grupo Parlamentar do PCP.

 Álvaro Miranda admite
que o separador central exigido há vários anos está previsto nas obras de
requalificação que estão a decorrer, mas recorda que elas estão previstas
terminar em 2024. Entretanto, “os mortos continuam a ocorrer”.

 utente da IP3
argumenta que grande parte das mortes no troço do distrito de Viseu desta
estrada foram por colisões frontais e que as mesmas diminuíram quando foi
implementado um separador central na parte do distrito de Coimbra.

Esta foi uma das preocupações transmitida aos deputados pela
Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3.

A deputada do PCP Ana Mesquita acrescenta que a associação
está preocupada com a falta de transparência e de informação.

Os utentes querem saber como vão ser requalificados os nós
de acesso às povoações e qual a solução para as travessias de pessoas, máquinas
e animais para campos agrícolas.

Por outro lado, a associação reivindica a instalação de
barreiras sonoras nas zonas mais próximas das populações, acrescenta a
deputada.

Recolhidas as preocupações, o Grupo Parlamentar do PCP
comprometeu-se a questionar o Governo sobre os detalhes desta empreitada.

Ana Mesquita sublinha que esta é uma obra que vai causar
transtorno durante muito tempo às populações, pelo menos até 2024, com impacto
nas atividades locais e no comércio, pelo que considera que os utentes devem
estar informados.

Por último, Álvaro Miranda não deixou de expressar
preocupação com o cumprimento do prazo: “duvidamos seriamente que este primeiro
troço seja concluído dentro do prazo”. Os utentes receiam que os prazos possam
“derrapar” e que a obra não se venha a concluir.

“Queremos que a obra seja feita de forma célere e que dê
condições de segurança” às pessoas, defendeo o membro da Associação de Utentes
e Sobreviventes do IP3.

Maria Inês Morgado – Diário As Beiras