ILUSTRES [DES]CONHECIDOS – Rodolfo Pedro da Silva (1861-1942)

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O Jornal de Penacova, por ocasião de uma das comemorações do 5 de Outubroreferir-se-lhe-á como “o médico simpático, humanitário e caritativo, o
querido amigo de todos nós, um dos poucos homens que em Penacova, feudo de
caciques e mandões, teve a coragem de se declarar republicano, no tempo da
monarquia.”
Rodolfo Pedro da Silva nasceu em Coimbra, na freguesia de
Almedina, em 7 de Agosto de 1861. Ainda criança veio viver para Penacova. Frequentou
o Seminário e cursou Medicina. Em 1890 já era “facultativo do partido
médico” em S. Pedro Alva. Continuou a sua carreira de médico municipal em Penacova
até à data da aposentação em 1927.
Foi Presidente da 1ª Comissão Republicana constituída em 1908. Em
6 de Outubro de 1910 foi ele que, enquanto presidente daquela Comissão,
juntamente com Amândio Cabral e outros republicanos percorreu a vila convidando
o povo para a manifestação que se ia realizar no Largo Alberto Leitão.
Apesar de nunca ter desempenhado cargos político-administrativos foi sempre, e desde muito cedo, um republicano activo e respeitado pelos seus correlegionários.
De 1932 a
1933, foi director do Jornal de Penacova,
tendo como editor, seu filho Eduardo Silva.
Alguns anos
depois da sua morte, no Notícias de
Penacova,
o Arcipreste Manuel Vieira dos Santos prestará homenagem às suas elevadas qualidades
humanas.
O seu filho, Eduardo Silva, foi um dos mais jovens
subscritores do Auto de Aclamação da República em Penacova. Funcionário da
Câmara e das Finanças, esteve ligado ao Jornal
de Penacova nos inícios dos anos trinta.
Faleceu em 1974 e está sepultado na
vila de Sátão.
Também o
seu irmão, Eduardo Pedro da Silva foi destacado republicano. Era casado com
Albertina de Almeida, irmã de António José de Almeida e foi farmacêutico em S.
Pedro de Alva.
Rodolfo Pedro
da Silva morreu em Penacova a 23 de Outubro de 1942. Os seus restos mortais encontram-se no
cemitério da Eirinha.


David Gonçalves de Almeida

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