ANO JUBILAR – Novidades dos Mártires de Marrocos e de Santo António foram apresentadas em Coimbra

0
4

O Ano Jubilar dos Mártires de Marrocos e de Santo António,
que se inicia a 12 de janeiro de 2020 e se prolonga até 2021, em Coimbra, vai
ser um momento marcante para a cidade, graças a um programa que está a ser
enriquecido todos os dias. Isso mesmo ficou vincado na apresentação de algumas
das novidades do programa, que decorreu hoje no Museu Nacional de Machado de
Castro, em Coimbra.
Na ocasião, o Bispo de Coimbra, D. Virgílio do
Nascimento Antunes, apresentou as principais linhas da Carta Pastoral do Ano
Santo, que assenta em cinco desafios essenciais para o Ano Jubilar: o desafio
da Evangelização, o desafio da Espiritualidade, o desafio da Renovação
Cultural, o desafio da Vocação Cristã e das Vocações na Igreja e o desafio da
Renovação da Piedade Popular Antoniana.
De seguida, os diretores do Museu Nacional de Machado de
Castro e do Museu Nacional de Arte Antiga, respetivamente Ana Alcoforado e Joaquim
Caetano, e Virgínia Gomes, conservadora do Museu Nacional de Machado de
Castro, explicaram os pormenores de um dos eventos centrais do programa: uma
grandiosa exposição sobre os Mártires de Marrocos e Santo António, que motivou
uma associação entre os dois museus nacionais. Esta associação acontece devido
ao facto de ambos os museus serem detentores de importantes relíquias e de
obras e arte inspiradas nos Mártires de Marrocos e Santo António, sendo natural
uma cooperação próxima no Ano Jubilar.
Desta colaboração resultarão três polos expositivos, que durante
o ano de 2020 levarão os visitantes aos dois museus e ao Mosteiro de Santa
Cruz, em Coimbra – sendo que nos dois primeiros o foco estará nos Mártires de
Marrocos, e em Santa Cruz será Santo António o tema nuclear. As mostras
exibirão peças pertencentes às coleções próprias, a outros museus, nacionais e
internacionais, a paróquias e a particulares.
Coube ao padre Francisco Claro, da Comissão
Organizadora do Ano Jubilar, elencar outros momentos importantes do programa,
nomeadamente o ciclo “Diálogos com
António
”, que trará a Coimbra personalidades da cultura e do saber, o “Itinerário do Peregrino”, que está a
ser ultimado e que mostrará aos peregrinos os locais calcorreados por Santo
António em Coimbra, o programa cultural, com destaque para eventos musicais e
concertos compostos propositadamente para o Ano Jubilar (a “Missa de Santo António”, do Maestro
António Vitorino de Almeida, que estreará a 19 de julho, no Grande Auditório do
Convento São Francisco, e a Oratória “De
Fernão se fez António
”, que encerrará o Jubileu, a 17 de janeiro de 2021),
ou as visitas de escolas aos principais eixos do Ano Jubilar, entre outros
momentos.
Milton Dias Pacheco, diretor da Casa-Museu Elysio de Moura,
explicou, por sua vez, os contornos de outros dois eventos de grande
importância no Jubileu: o Colóquio “Mártires de Marrocos – Evocação dos 800
anos do Martírio
”, que se irá realizar já em janeiro de 2020, e, em especial,
um Congresso Científico internacional subordinado ao tema “Os Mártires de Marrocos e Santo António”, que decorrerá nos últimos
dias do Ano Santo, de 14 a 16 de janeiro de 2021.
Houve ainda tempo para a apresentação do site oficial do Ano
Jubilar, o que foi feito por Ana Filipa Santos. O site, já disponível
em www.jubileu2020.pt, irá constituir, no final do ano, um
verdadeiro arquivo vivo de todas as realizações de uma iniciativa que irá, sem
dúvida, marcar todos os participantes durante um ano que se antevê riquíssimo
em experiências e em partilhas.
Recorde-se que, por solicitação do Bispo de Coimbra, o Papa
Francisco convocou um Jubileu – ou Ano Santo – para a Diocese de Coimbra,
durante o ano de 2020. A razão por detrás de um marco tão significativo é o
facto de no próximo ano se celebrarem os 800 anos do martírio dos primeiros
frades que São Francisco de Assis enviou em missão para Marrocos, e cujas
relíquias repousam em Coimbra. O exemplo destes franciscanos influenciou de
forma decisiva o jovem padre Fernando de Bulhões, que decidiu deixar o Mosteiro
de Santa Cruz e tornar-se franciscano em Santo António dos Olivais, tomando o
nome de António: o “nosso” Santo António, de Lisboa, de Coimbra e
para o mundo, um dos santos mais notáveis da cristandade.