ANAFRE – Jorge Veloso quer repor as freguesias até eleições de 2021

0
0

O presidente da União das Freguesias (UF) de São Martinho do
Bispo e Ribeira de Frades, Jorge Veloso, foi eleito presidente da Associação
Nacional de Freguesias (ANAFRE). O autarca sucedeu na liderança do Conselho
Diretivo a Pedro Cegonho que, no passado fim de semana, saiu por razões ligadas
a questões académicas.
Na primeira intervenção realizada no congresso realizado em
Portimão, Jorge Veloso apresentou as linhas gerais de atuação, nomeadamente, a
reposição das freguesias extintas a tempo das eleições autárquicas de 2021. No
dia seguinte, durante a sessão de encerramento, o eleito presidente da ANAFRE
disse que espera ver aprovado no Orçamento do Estado (OE) deste ano a aplicação
da retribuição de trabalho a meio tempo aos presidentes das juntas de freguesia
que recebem apenas uma compensação para encargos. “Temos a esperança que (a
aplicação do meio tempo) seja contemplada ainda neste Orçamento do Estado
”,
afirmou, estimando que 50 por cento das 3.092 juntas de freguesias do país
recebam apenas a compensação mensal para encargos a que têm direito os eleitos
em regime de não permanência.
Segundo aquele dirigente, “um presidente que não tem meio
tempo ganha 270 euros
”, situação em que o próprio já esteve, o que o leva a
afirmar que se trata de uma quantia que “não dá para rigorosamente para nada”.
Aquilo que nós achamos que é justo e pode de algum modo fortalecer o poder
local e, neste caso, a freguesia, é que pelo menos o presidente deixe de
receber os 200 e poucos euros de compensação para encargos e passe a receber os
700 e poucos, quase 800
”, sublinhou Jorge Veloso.
Para o presidente da ANAFRE, o aumento não terá “muito
significado” no OE, defendendo que deve ser aplicado a todas as juntas de
freguesia, mesmo as mais pequenas, para dar “alguma dignidade ao poder
democraticamente eleito”. Sobre a descentralização de competências dos
municípios para as freguesias, Jorge Veloso sublinhou que “cada freguesia está
num patama
r”, exortando os presidentes destes órgãos autárquicos a negociarem
os valores que considerem justos a transferir pelos municípios. “A freguesia
está exatamente ao mesmo nível que o município. Temos é que nos convencer disso
e deixar de ser o parente pobre, como já ouvimos muita gente dizer aqui
”,
concluiu. 
António Alves – Diário As Beiras