ILUSTRES [DES]CONHECIDOS – António Casimiro Guedes Pessoa (1879-1935)

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António Casimiro Guedes Pessoa nasceu em Penacova no
dia 19 de Fevereiro de 1879. Filho de António Casimiro Pessoa Júnior
(1840-1912) e de Joaquina Cândida Guedes, neto paterno de António Casimiro
Pessoa e Antónia Leonor Andrade Queirós e materno de João Augusto Guedes e
Maria Joaquina da Graça Pessoa.

Casou em 1901 com Maria da Pureza Leitão Taborda (filha
de António Manuel Pignateli Taborda e de Maria Columbina Leitão). Em segundas
núpcias, casou em 1912 com Isaura Ferreira Gonçalves, natural de Travanca do
Mondego, filha de Francisco Gonçalves e de Maria Cecília Ferreira de Almeida.

Exerceu interinamente o cargo de
Administrador Concelhio 
em 1907 e em 1910 aderiu à República, assinando o Auto de
Aclamação. 

Neste ano foi eleito 1.º Secretário do Centro Democrático António
José de Almeida. Nos anos de 1910-1911 participou activamente nas campanhas de doutrinação
republicana, usando da palavra em alguns dos “comícios”  que se realizaram em muitas das  freguesias do concelho. 

Em 1913 exerceu
funções profissionais de secretário da Administração, cargo que manterá durante
alguns anos.
Pelos
anos de 1926 foi Administrador do Concelho de Penacova e em
1932 foi
Chefe da Secretaria da Câmara.

No dia 24 de Fevereiro de 1930 foi celebrada a escritura pública de constituição da
Associação dos Bombeiros de Penacova. A sua assinatura  consta da lista de sócios fundadores. O seu
nome lá está gravado na lápide que se encontra na entrada principal do actual
quartel da Corporação.
Foi figura local pertencente ao Partido
Unionista
[1].
Perante a ameaça monárquica de 1921, participou
 activamente na vigilância que foi montada no
concelho.
De
25 de Maio de 1929 a Agosto de 1930 foi redactor do
Jornal de Penacova, mas desde muito cedo marcara a imprensa local
com as suas acutilantes crónicas.
Morreu
em 10 de Abril de 1935, algum tempo depois de ter sofrido um acidente de cavalo, caindo numa barreira de considerável altura. 
“Socorrido por dois homens que passavam foi levado em braços para Midões onde foi observado pelo Dr. José Assis e Santos” sendo trazido depois para Penacova. Quando apresentava melhoras, e no sentido de se restabelecer, foi para casa do Capitão Manuel Leite, em Ceira, onde acabou por falecer. Foi sepultado no cemitério da Eirinha. 


A imprensa local enalteceu as suas qualidades de pessoa votada ao serviço do concelho e ao bem público: “Perdeu Penacova um amigo verdadeiro que pensava sempre no engrandecimento da sua ‘Penacova a Linda’ “.



> David Gonçalves de Almeida


[1]
Em
” Carta de Penacova”, publicada no Ecos de S. Pedro de Alva, em 1915, António Casimiro terá declarado
que em Penacova tinham vencido os Unionistas, afirmação rebatida por Amândio
Cabral no Jornal de Penacova que,
para usar as palavras de António Casimiro lhe terá ” ferrado uma
esguichadela”.