COVID 19 – Laboratório para testes ao novo coronavírus abre em Coimbra na segunda-feira

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Situa-se no polo I, no 3.º piso da antiga Faculdade de
Medicina da Universidade de Coimbra (UC), o laboratório de biossegurança, com
salas de pressão negativa, onde vão ser testadas todas as amostras suspeitas de
Covid 19.

Patrícia Cruz Almeida – Diário As Beiras

Apesar de só ontem ter chegado ao laboratório alguma da “maquinaria
de ponta
”, moderna, que utiliza métodos robotizados de amostragem, Manuel Santos Rosa, coordenador do projeto, acredita que tudo estará pronto para que
laboratório entre em funcionamento já na próxima segunda-feira.

A assegurar a rotatividade necessária para a concretização
do número de testes previstos, estarão mais de 70 voluntários (entre
doutorados, alunos de doutoramento, investigadores ou técnicos de laboratórios)
das faculdades de Medicina e de Farmácia e de centros de investigação da
universidade.

Temos neste momento 9 equipas de 8 elementos que vão
assegurar turnos de cinco horas – durante sete dias por semanas, 16 horas por
dia
”, disse ontem, durante uma visita guiada ao futuro laboratório um
assessor da Universidade de Coimbra.

Na fase de arranque teremos capacidade para analisar 300
a 400 amostras. Depois, quando entrarmos em velocidade cruzeiro, esperamos
conseguir atingir ou superar as 500 amostras por dia
”, adiantou Santos Rosa.

Para esta primeira fase, a UC contratualizou 30 mil testes
com a Abbott Laboratories, uma companhia norte-americana de produtos
farmacêuticos.

O processo de análise das colheitas

Mal chegam ao laboratório, as amostras são introduzidas na
base de dados da DGS.

Nós aqui vamos trabalhar com as amostras de colheitas
que serão feitas na Praça da Canção e em outros locais e que são encaminhadas
para este laboratório
”, disse o assessor da UC.

Segue-se o primeiro
passo para a análise: inativar o potencial de infeção de todas as amostras que
ali chegam. “É a fase mais delicada e menos automatizável que vai impedir
que o vírus seja infetante, ou seja, provoque doença
”, adianta Santos Rosa.

O processo é feito em salas de pressão negativa, de modo a
garantir que nenhuma partícula sai dali para o exterior. Além de proteger o
técnico, o objetivo é também impedir que qualquer contaminante que comprometa a
amostra.

“As amostras entram numa primeira sala onde depois são
divididas em duas salas de manipulação, onde estarão dois técnicos complemente
equipados e que vão estar em contacto direto com o material colhido
”,
adiantou.

Depois, e já com o vírus “morto”, segue-se o processo de
extração, de modo a separar o RNA do vírus de todos os detritos que existem na
amostra. A última fase, de ampliação, permitirá ver se existe ou não RNA viral,
ou seja, ver se o paciente é ou não positivo para o SARS-CoV-2.

Ao jornal, Manuel Santos Rosa disse que “neste momento a
prioridade serão os profissionais de saúde
”.

É fundamental protegê-los e por isso este laboratório
está orientado para eles
”, acrescentou.
Além da Universidade de Coimbra, o projeto, envolve a Administração
Regional de Saúde do Centro, a Câmara Municipal de Coimbra, o Instituto
Português do Sangue e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.