Terça-feira, Setembro 29, 2020
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COVID 19 – Medidas de emergência para os media vão ser brevemente anunciadas

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O secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, afirmou hoje na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, que será apresentada “muito em breve a medida de emergência que seja bastante generalista e transversal de apoio aos órgãos de comunicação social, no âmbito do impacto da pandemia do novo coronavírus
A comissão parlamentar ocorreu na sequência dos requerimentos apresentados pelo PAN e PS sobre as consequências resultantes da pandemia do novo coronavírus nos setores da cultura e dos media, onde esteve também presente a ministra da Cultura, Graça Fonseca.
Em relação às questões concretas da área da comunicação social que foram levantadas pelo deputado Jorge Costa, de facto nós estamos a preparar uma medida de emergência, mas sempre dentro do contexto […] das medidas transversais“, afirmou o governante, salientando que “as medidas foram alargadas para poderem abranger o mais possível os setores da comunicação social“.
Relativamente a outras medidas de apoio aos media, tendo em conta o seu futuro, o governante disse esperar que seja possível avançar “imediatamente a seguir” à medida de emergência,  pois “mais do que a sobrevivência deste ou daquele órgão de comunicação social, a sobrevivência de um jornalismo livre, independente, plural, o que nos deve mover e fazer pensar em relação ao futuro próximo e ao futuro imediato“, considerou.

Imprensa regional impressa em agonia

Entretanto João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, alerta para a grave situação em que se encontram, sobretudo, as pequenas publicações “com poucos trabalhadores e, em muitos
casos, até com pessoas que trabalham de boa vontade
“.
O que nós sabemos, e isso é muito importante, é que
até hoje deixaram de imprimir cerca de 30 publicações de vários pontos do país.
E dessas 30 publicações, mais de metade não têm operação digital, são publicações
que correm o risco de desaparecer mesmo
“, acrescentado que ainda não tem dados sobre quantas empresas terão recorrido ao ‘lay-off’.

Admitindo não ter uma contabilização exata do número de
trabalhadores envolvidos nestas 30 publicações, o presidente da Associação
Portuguesa de Imprensa referiu que, “no mínimo, estarão envolvidas
cerca de 150 pessoas
“, excluindo os colaboradores à peça ou a título
voluntário.

A grande dificuldade da imprensa regional, destaca João
Palmeiro, prende-se com a publicidade que, em muitos casos, desapareceu.

Porque os grandes anunciantes da imprensa regional
são aqueles que foram obrigados a fechar pela pandemia. Nem há aqui uma questão
de queriam ou não queriam. Foram obrigados. Infelizmente, a única atividade da
imprensa regional que não desapareceu foram os obituários
“, afirmou.