COVID 19 – Preços máximos do gás engarrafado entram hoje em vigor

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Os preços máximos para o gás engarrafado durante o estado de emergência, devido à pandemia de covid-19, passam a partir de hoje a fixar-se entre os 18,20 euros e os 81,05 euros, dependendo da capacidade e tipologia, informa a ERSE.
Os preços regulados do gás de garrafa durante o mês de abril foram definidos pelo Governo no despacho n.º 4698-A/2020, do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e do ministro do Ambiente e da Ação Climática, que decidiram estabelecer um regime excecional de fixação de preços de gás engarrafado enquanto durar o estado de emergência no país.
Num comunicado divulgado hoje, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) informa que o valor máximo do GPL butano na tipologia T3 (mais usado pelas famílias para cozinhar e aquecer a casa) será de 21,15 euros para as garrafas com capacidade de 12,5 quilogramas (kg) e de 22 euros para as de 13 kg.
Já o GPL propano, também na tipologia T3, terá um preço máximo de 18,20 euros na garrafa de 9 kg e de 22,24 euros na garrafa de 11 kg.
No que toca à tipologia T5, o preço do GPL propano não poderá ultrapassar os 63,04 euros na garrafa de 35 kg e os 81,05 euros na garrafa de 45 kg.
A fiscalização no terreno do cumprimento destes preços será feita pela Entidade Nacional dos Serviços Energéticos (ENSE).
No despacho em que fixa os preços máximos das botijas de gás, o Governo justifica a “necessidade desta atuação preventiva” com “o aumento da margem de comercialização praticada pelos operadores retalhistas, em contraciclo com a evolução dos preços dos derivados nos mercados internacionais“.
O mesmo diploma determina ainda que, “no caso de alterações relevantes das cotações internacionais, identificadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), poderão ser estabelecidos novos preços regulados a aplicar aos dias remanescentes do mês em curso, através de novo despacho“.
Na passada terça-feira, a associação de defesa do consumidor Deco disse que esperava uma “descida de seis euros ou mais no custo de uma garrafa de gás butano até ao final de maio“.
O preço do petróleo tem estado a baixar desde final de 2019 – desceu de cerca dos 70 dólares para menos de 30 dólares por barril, no início de abril –, o que se tem refletido nas cotações dos seus derivados, como o gás” e, por isso, “é expectável uma descida do preço do gás engarrafado já este mês“, garantiu a Deco.
A associação analisou a evolução do preço do gás butano engarrafado, “o mais utilizado em Portugal“, e concluiu que “existe um desfasamento de cerca de dois meses entre a variação do preço de referência e o seu reflexo no valor pago pelo consumidor“.
Assim, no entendimento da Deco torna-se evidente que “este mês é expectável que se comece a refletir a descida e que o preço da botija de gás, atualmente num valor médio de 26 euros, se aproxime dos 23 euros“.
A entidade referiu que a descida de preços “terá de continuar para acompanhar a queda que tem ocorrido nos derivados do petróleo. Daí apontarmos para valores inferiores a 20 euros, por garrafa, até finais de maio“.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram entretanto a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.