Segunda-feira, Novembro 30, 2020
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PROTEÇÃO CIVIL – Distrito de Coimbra preparado para combate aos incêndios florestais

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O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais no distrito de Coimbra, ontem apresentado, inclui medidas face à pandemia da covid-19, sem comprometer a operacionalidade dos meios e garantindo a sua segurança, disse o comandante operacional distrital.

Durante
a apresentação à comunicação social, realizada hoje por videoconferência,
Carlos Luís Tavares enfatizou a “
aposta” no pré-posicionamento
territorial de meios de combate a incêndios, habitualmente localizados em
quartéis de bombeiros, mas cuja constituição, será, no entanto, alterada devido
à pandemia do novo coronavírus.

Não vamos
utilizar grupos de combate [com 24 bombeiros], mas sim brigadas de combate [com
12 bombeiros, metade dos elementos do grupo], para não ter tanta gente agrupada
“,
explicou o comandante operacional distrital (Codis).
Assim, em vez da
existência de um a três grupos de combate a incêndios –
cada um com dois
comandantes, oito veículos e 24 bombeiros, a utilizar nas fases mais críticas

serão utilizadas entre duas a seis brigadas, cada uma com quatro veículos, um
de comando, dois de combate a incêndios e um autotanque, com um elemento de
comando e 12 bombeiros.
Assim,
conseguimos balancear melhor os meios para onde forem precisos. E duas brigadas
podem unir-se num teatro de operações e formar um grupo
“, explicou
Carlos Luís Tavares.

O pré-posicionamento
de meios será efetuado em locais a definir, em função dos níveis de
probabilidade de ocorrência de incêndios rurais e do Estado de Alerta Especial
(níveis amarelo, laranja e vermelho) que estiver em vigor.

O Codis de Coimbra
disse, por outro lado, que a “intenção” é que os operacionais
sejam testados “regulamente” à infeção pelo novo coronavírus: “Queremos
testar mais vezes os nossos operacionais. Quanto mais testes puderem fazer,
melhor
“, argumentou.

Outras medidas para
cumprir com as indicações das autoridades de Saúde passam pelo uso de cógulas e
máscaras de proteção, mas também as derivadas dos planos de contingência das
corporações de bombeiros – como o reposicionamento de camas em camaratas para
cumprir dois metros de distância – de outras entidades no terreno e da própria
Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Questionado sobre
quantos bombeiros poderão ir em cada veículo, o comandante operacional distrital
respondeu que quer as Equipas de Combate a Incêndios (ECIN), quer as de
Intervenção Permanente (EIP), irão manter cinco elementos, “para não pôr
em causa a segurança da operação
“.
No entanto,
enfatizou, os chefes de equipa irão medir regularmente a temperatura dos seus
bombeiros e estar atentos a eventuais sintomas de infeção.
Todos os
cuidados que já temos hoje, temos de ter em operação [nos incêndios rurais].
Sabemos que o risco vai aumentar [devido `apandemia de covid-19], mas temos de
o mitigar
“, alegou Carlos Luís Tavares.
Em termos de meios
humanos e materiais, o dispositivo terrestre hoje apresentado engloba um total
de 1.783 bombeiros e 63 elementos de comando, para além de mais de 200
sapadores florestais e 10 máquinas de rasto.

Este dispositivo é
complementado, em ações de vigilância, fiscalização e deteção, por 70 militares
e 35 veículos do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, 12
polícias e duas viaturas da PSP, e pela rede de torres de vigia – num total de
19, sete já em funcionamento – com 76 vigias civis.

No terreno, em ação
de ataque inicial, estarão 69 militares e 11 veículos da Unidade de Emergência
de Proteção e Socorro da GNR, apoiados por três helicópteros ligeiros, dois
disponíveis a partir de sexta-feira na Lousã e Cernache, e o terceiro a partir
de 01 de junho na Pampilhosa da Serra.
Pela primeira vez,
segundo Carlos Luís Tavares, Coimbra terá dois aviões anfibios `Fireboss`, que
atuam em parelha, cada um com capacidade de três mil litros de água,
localizados no aeródromo de Cernache entre 01 de junho e 31 de outubro.

Bombeiros estagiários do distrito de Coimbra estão
preparados para os incêndios

Os 60 bombeiros estagiários existentes no distrito de
Coimbra completaram a sua formação ao longo de um ano e estão preparados para
combater incêndios florestais, mesmo sem terem feito exame, garantiu hoje o
comandante distrital de operações.

Questionado pelos jornalistas durante a apresentação do
Plano de Operações Distrital de Coimbra – Dispositivo Especial de Combate a
Incêndios Rurais, o comandante operacional distrital (Codis), Carlos Luís
Tavares, frisou que, em Abril, existiam 60 bombeiros nas corporações “
prontos
para ir fazer exame
”, que “já tinham concluído toda a formação”.

Seriam hoje bombeiros de 3.ª, se não tivesse havido a
pandemia [da covid-19]. Aboliu-se o exame que será feito mais tarde
”, disse
Carlos Luís Tavares, enfatizando que os comandantes de cada corporação de
bombeiros “conhecem melhor do que ninguém quem vai a exame”.

A situação não me choca absolutamente nada. Estagiários
que hoje já seriam [formalmente] bombeiros e só não o são por causa da pandemia
”,
reafirmou o Codis de Coimbra.

A colocação de bombeiros estagiários no combate a incêndios
é destacada na edição de hoje do Jornal de Notícias, que refere que o caso
abrange, a nível nacional, “dois mil jovens que não acabaram o curso nem
fizeram exame final
”.

Os corpos de bombeiros iriam sempre contar com eles [com
os estagiários], são jovens de 18, 19 anos, gente que está disponível
”,
acrescentou Carlos Luís Tavares.

Sobre a época de incêndios rurais que se aproxima, o
comandante operacional distrital frisou que as maiores preocupações dos
bombeiros derivam da eventualidade de ocorrerem episódios de severidade
meteorológica, mas também de comportamentos de risco por parte da população.

Se os comportamentos dolosos – nomeadamente a acção
intencional de incendiários – é algo que os operacionais não conseguem
controlar, a exemplo das situações climatéricas, já naquilo que diz respeito à
prevenção Carlos Luís Tavares disse esperar que as pessoas “façam a limpeza
dos terrenos em redor dos aglomerados populacionais
”.

O Codis de Coimbra notou, a esse propósito, algum
crescimento de materiais combustíveis em espaços rurais e florestais, devido a
ter existido “muita humidade” e outros factores climatéricos que o
favoreceram.

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