INCÊNDIOS – Dispositivo de combate da da Força Aérea tem disponíveis 30 meios aéreos

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Numa resposta enviada à agência Lusa, a Força Aérea precisa
que estão pendentes sete helicópteros ligeiros devido “a uma providência
cautelar, com efeitos suspensivos imediatos, interposta por um dos
concorrentes
“.
A Força Aérea acrescenta que solicitou o levantamento do
efeito suspensivo e aguarda decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de
Loulé.
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
(ANEPC) avançou também à Lusa que os dois aviões de avaliação e reconhecimento
que estavam em falta no DECIR até ao dia de ontem já foram rececionados e
vão ser colocados esta terça-feira nas bases de meios aéreos para que na
quarta-feira entrem na operação de combate aos fogos.
Devido à falta dos sete helicópteros ligeiros, a ANEPC procedeu
a um reajustamento do dispositivo de ataque inicial, reposicionando o
helicóptero ligeiro de Cernache para a Lousã e o helicóptero ligeiro
de Santa Comba Dão para Vale de Cambra.
O esclarecimento da Força Aérea e da Proteção Civil
surge após o PSD ter questionado o Governo sobre a falta de 11 meios
aéreos de combate a incêndios, o que está a deixar alguns distritos, como por
exemplo Braga, Portalegre, Setúbal e Beja, sem qualquer meio.
A Diretiva Operacional Nacional (DON), que
estabelece o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) para
este ano, prevê para o período de 15 a 31 de maio (fase de nível II)
37 meios aéreos, mas até hoje só estiveram disponíveis 28, faltando nove.
Durante esta última quinzena estão ainda disponíveis 8.402
operacionais que integram as 1.945 equipas e 1.968 viaturas dos vários agentes
presentes no terreno.
Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados em
01 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela
fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano
ao dispor de 11.825 operacionais, 2.746 equipas, 2.654 veículos e 60 meios
aéreos.
Os meios são este ano reforçados em 3% face a 2019,
nomeadamente com mais guardas florestais e sapadores florestais, e o
dispositivo aéreo é contratado para quatro anos.

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