Porque não muda a “política”?

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Hoje é Dia de Portugal!

Será o momento apropriado para podermos discutir o que leva
um País tão antigo como o nosso a não conseguir centrar uma classe (a dos seus políticos)
a tudo fazerem para elevar a sua nação?

Não se pede a ninguém que esteja de acordo absoluto para com
os seus inimigos; não se pede a ninguém para que diga sim a qualquer coisa sem a
questionar; não se exige a ninguém “alinhamento” total com ideias com as quais
discorda.
Mas fica-se triste, muito triste, quando se verifica que a
tal classe que nos vai lixando a todos, não se entenda em relação a nada…absolutamente
nada!
Antes da pandemia uns diziam que o País ia muitíssimo bem e
outros tantos que o mesmo País ia muitíssimo mal.
Antes da pandemia uns queriam aprofundar a nossa veia europeísta
e outros queriam sair da Europa, do euro, de tudo…
Antes da pandemia uns queriam virar mais à direita e outros
queriam virar mais à esquerda.
Engraçado é estarmos a sair da pandemia e os que queriam
isto passarem a querer aquilo e os que queriam aquilo passarem a querer isto.
Exemplo paradigmático:
Alguns cujo nome nem vale a pena dizer, estavam convictos
que a Europa só nos faz mal, que nos tira identidade, leva-nos as economias,
faz-nos sofrer com o pacto disto e, igualmente, com o pacto daquilo.
São aqueles rapazes e raparigas que pensam que a nossa vida
se constrói com o suor dos outros; aqueles que nunca na vida criaram um emprego
que fosse; os que pensam que um Povo sobrevive à sombra da bananeira, sem nunca
dar o litro ou mexer um braço a não ser nas manifestações.
São os portugueses sem regras, sem senso, que se assumem
como senhores do conhecimento, demonstrando arrogância na arte; políticos de
cuspo, como eu costumo dizer.
Outros conscientes de que a mesma Europa só nos faz bem; que
nos enche de subsídios para isto e para aquilo e que, portanto, merece que nos
mantenhamos como alunos de excelência porque só isso nos fará ir obtendo uns
lugarzitos importantes e uns tostõesitos.
São aquelas raparigas e aqueles rapazes que já andam há
tanto tempo a “mamar da teta” que não conseguem desligar-se da mama.
Portugueses obedientes mas aos seus credos e aos interesses
das suas estirpes, que perseguem o poder consuetudinariamente.
Outro exemplo:
Os primeiros -antieuropeistas- discutem, agora, quanto nos
deve a tal Europa execrável disponibilizar em dinheiro vivo, para nós
continuarmos a esbanjar; e exigem que as benesses cheguem a fundo perdido, que
é como quem diz “de borla”, vindo do esforço dos outros.
Os segundos -europeistas convictos- admitem compromissos com
regras mais ou menos estabelecidas, não se importando muito que a dívida suba
ou desça porque, lá no fundo, sabem que já não serão eles a pagá-la.
E nós, todos os que trabalhamos para o País andar pra frente
-que afinal pagamos tudo, com língua de palmo- ficamos a pensar se um dia
destes não valerá a pena retirar esta gente do poleiro e baralhar, para dar de
novo!
Já agora, no Dia de Portugal, sem entrar nas conversas dos
oportunistas e populistas, da extrema esquerda à extrema direita, não fica mal erguer
a voz em defesa das nossas Autoridades (Polícias, GNR, Guardas Prisionais, SEF)
que são espelho do nosso Povo e que vão dando seguimento às leis que os tais
políticos -sem grande senso e, muitas vezes, sem técnica jurídica, sequer- vão
criando, em CONDICõES INDIGNAS, que ninguém tem a ousadia de apelidar de
discriminatórias mas que, de facto, o são, a pontos de deverem envergonhar o
País!
Luís Pais Amante