COVID 19 – Plano de contingência da Santa Casa da Misericórdia de Penacova

0
4

Damos a conhecer hoje a ação que a Santa Casa da
Misericórdia de Penacova desenvolve no concelho, particularmente neste tempo de
pandemia, que a todos envolveu e continua a envolver, com ações tendentes a
proteger os seus utentes nas várias vertentes que acolhe nos seus dois espaços.
E para nos informar como têm decorrido os últimos meses desde que esta pandemia
chegou ao nosso país, damos a palavra ao provedor da instituição, José Amaral.
José Travassos de Vasconcelos – A Comarca de Arganil
A Santa Casa da Misericórdia de Penacova desenvolve a sua
atividade social em dois estabelecimentos: na sua sede, sita em Penacova, onde
possui as respostas sociais ERPI com capacidade para 50 utentes, Centro de Dia
com capacidade para 10 utentes, Serviço de Apoio Domiciliário com capacidade
para 12 utentes e Creche com capacidade para 30 utentes; e no seu polo na freguesia
de Carvalho, possui as respostas sociais Centro de Dia, com capacidade para 12
utentes e Serviço de Apoio Domiciliário, com capacidade para 15 utentes.
Também nesta instituição, a pandemia provocada pelo
COVID-19, afetou os serviços. Desde meados de Março de 2020, que nos vimos
forçados a aplicar o nosso plano de contingência, com todas as medidas de
prevenção que lhe estão inerentes. Referimo-nos nomeadamente à alteração nos horários,
tendo as colaboradoras iniciado jornadas de 12 horas durante 7 dias seguidos,
situação que implicou o reforço das equipas, de forma a mantermos semanalmente
uma equipa de descanso, o encerramento de visitas, o encerramento da creche,
cujos recursos humanos foram reafectados às equipas dos idosos, os
encerramentos dos Centros de Dia, que implicou o reforço das equipas de Apoio
Domiciliário para apoiar os utentes de Centro de Dia, que entretanto passaram
para esta resposta, a proibição de frequência no ERPI, das funcionárias dos
outros serviços, entre outros.
Foram criadas zonas de isolamento na instiuição, de forma a conseguirmos
manter a quarentena de 14 dias, nos utentes que por motivos urgentes de saúde
tiveram que ser enviados aos Serviços Nacionais de Saúde e que ao regressarem
tinham todos indicações para isolamento.
Uma outra implicação foi o aumento exponencial no consumo de
EPI`s, que associado ao aumento de preços dos equipamentos devido à sua
escassez, veio originar diversas contingências e preocupações, para não falar
acréscimo de despesa que tudo isto implicou.
O dia 18 de Maio trouxe da parte dos nossos governantes, as
indicações de que poderíamos aliviar algumas restrições e iniciar o plano de desconfinamento.
Esta Mesa Administrativa não ficou alheia a estas
indicações, mas olhou para elas com muita preocupação. Foram dois meses de
intenso trabalho e muita apreensão. Será que já era altura de avançar com o desconfinamento?
Não nos pareceu.

Criado «O Cantinho dos Afetos»


As visitas continuaram a não entrar na instituição. Criámos o
“Cantinho dos Afetos”, onde através de um vidro e com um sistema de som, as
visitas puderam decorrer sem haver qualquer contacto físico. Ficámos muito satisfeitos,
porque esta medida teve o melhor acolhimento e a melhor aprovação pelas
famílias, uma vez que em primeiro lugar está a proteção dos nossos utentes. Ainda
hoje, as visitas assim continuam.
Ainda mantemos a organização dos nossos recursos humanos em
dois grupos, com 12 horas diárias e 7 dias semanais de trabalho, no ERPI. As equipas
de Apoio Domiciliário, já voltaram ao horário normal, uma vez que com a
necessidade de abertura da creche os recursos disponíveis reduziram. Durante
este mês de Junho ainda vamos manter esta organização.
A Creche abriu portas no dia 01 de Junho, com 14 crianças,
estando a funcionar de acordo com as orientações da DGS.
A Mesa Administrativa preparou e está a aplicar um
desconfinamento calculado, sem urgências, sempre atendo à evolução da pandemia
e tendo como primeira preocupação a segurança e o bem-estar dos utentes.

Em foco a palavra de reconhecimento


Por tudo o que fica descrito, José Amaral não deixou de
aproveitar esta oportunidade, através das colunas do jornal, «para
publicamente agradecer o empenho, a dedicação, a disponibilidade, o cuidado, a
preocupação e o carinho aos utentes, sempre demonstrado pelas(os)
colaboradoras(es) desta Santa Casa, em especial nesta fase difícil da pandemia,
durante a qual sempre colocaram a sua atividade laboral em primeiro lugar, tendo
muitas vezes descorado para segundo plano a família e a sua vida pessoal. A
todas(os) a Mesa Administrativa agradece, em nome da Santa Casa da Misericórdia
de Penacova e em nome dos nossos utentes e familiares
»