INCÊNDIOS – Rede Nacional de Postos de Vigia é hoje reforçada com mais 153 novos postos

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A Rede Nacional de Postos de Vigia para vigilância e deteção de incêndios rurais vai ser hoje reforçada com a entrada em funcionamento de mais 153, passando a estar ativos em todo o país 230 postos.
Estes 153 novos postos de vigia fazem parte da rede secundária e vão juntar-se aos 77 que já estavam em funcionamento desde 07 de maio.
No total e durante a época mais crítica de fogos, até 15 de
outubro, vão estar ativos 230 postos com 920 operadores, que asseguram o
funcionamento 24 horas por dia.
Os 77 postos de vigia, que constituem a rede primária, estão
em funcionamento entre 07 de maio e 06 de novembro.
A Rede Nacional de Postos de Vigia é coordenada pela Guarda
Nacional Republicana (GNR) e integra o Dispositivo Especial de Combate a
Incêndios Rurais de 2020.
Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), este
ano foi feito um balanceamento de cinco postos de vigia da rede secundária para
a rede primária, permitindo “uma cobertura mais completa e eficaz do território
nacional
”, nomeadamente nos distritos de Vila Real, Castelo Branco e Aveiro.
O MAI precisa que a atividade da Rede Nacional de Postos de
Vigia na área da vigilância e deteção de incêndios rurais nascentes permite
uma intervenção dos meios de combate de forma mais célere e precisa”.
Além do alerta às entidades responsáveis pelo combate, a
rede de postos de vigia contribui ainda para a georreferenciação da ocorrência,
através do processo de triangulação e da produção de informação complementar
útil de apoio à decisão operacional.
A fase mais crítica de incêndios vai começar na quarta-feira
com um novo reforço de meios de combate, passando a estar operacionais, até 30
de setembro, 11.825 operacionais, 2.746 equipas, 2.654 veículos e 60 meios
aéreos.
Os meios são este ano reforçados em 3% face a 2019,
nomeadamente com mais guardas florestais e sapadores florestais.
Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e
das Florestas dão conta de que se registaram, entre 01 de janeiro e 28 de
junho, 2.035 incêndios rurais que resultaram em 3.886 hectares de área ardida,
55% dos quais referente a matos, 39% a povoamentos florestais e 7% a terrenos
agrícolas.