SUSTENTABILIDADE – CCDR Centro promove Pacto para estimular economia circular no Centro

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do
Centro (CCDRC) e 84 entidades públicas e privadas assinaram hoje um Pacto
Institucional para a Valorização da Economia Circular, que engloba 230 ações
até junho de 2021.
A transição para uma economia circular é uma das
grandes prioridades para a região Centro, que assumiu compromissos claros de
promover um desenvolvimento económico, social e ambientalmente sustentável
“,
considera Isabel Damasceno, presidente da CCDRC.
A também ex-presidente da Câmara de Leiria avança ainda que
a mudança de paradigma que isso exige tem que ser partilhada por
todos: empresas, administração, sociedade em geral, cabendo às políticas
públicas o papel 
essencial de criar os incentivos adequados para acelerar esta
transição
“.
Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na
redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Promove
um modelo económico reorganizado, através da coordenação dos sistemas de
produção e consumo em circuitos fechados.
Responsável pela coordenação da Agenda Regional de Economia
Circular do Centro, a CCDRC desafiou com este Pacto “os agentes
regionais para assumirem o compromisso de desenvolver ações que visam
a promoção de práticas circulares
“.
Entre o total de signatários contam-se 34 municípios, quatro
Comunidades Intermunicipais e uma Junta de Freguesia, 14 Associações
(culturais, empresariais e setoriais), três entidades regionais, nove
empresas (públicas e privadas), 10 instituições de ensino superior
(Universidades e Institutos Politécnicos) e nove entidades ligadas ao
Sistema Científico e Tecnológico, Centros Tecnológicos, Incubadora e Cluster.
Os compromissos, disponíveis em
http://agendacircular.ccdrc.pt, assentam num conjunto de medidas de cariz
transformador, cujo objetivo fundamental é a aceleração da região
para uma economia de base circular.
São cerca de 230 ações com estratégias
assentes no combate ao desperdício, circuitos curtos, compras circulares, novos
modelos de negócio e desmaterialização, ecodesign e eco-concepção,
extensão do ciclo de vida, valorização dos subprodutos e resíduos, simbioses
industriais, tecnologias digitais ao serviço da economia circular ou uso
eficiente dos recursos
“, explicita a CCDRC.
Entre as áreas temáticas destacam-se a alimentação
e o consumo sustentável, a bioeconomia circular, águas,
materiais e energia, plásticos e lixo marinho, construção, floresta, têxteis,
resíduos e mobilidade sustentável.
As propostas incluídas no Pacto serão monitorizadas por
cada entidade, reportando à CCDRC, semestralmente, o ponto de
situação das ações a concretizar até junho de 2021.