POESIA – Sons do Mondego

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É uma cacofonia interessante a que sai em Sons

Do Mondego não distante
O som onomatopeico do coaxar das rãs
O dos melros e dos corvos a voar
O do zumbir dos insectos a circular
O dos roedores a trabalhar
E o das águas lentas, longe das tormentas
E das águas correntes, mais furiosas
Ou das barrentas, mais curiosas
… é a natureza em modo de relaxamento
Mas há um novo som lá no rio
Um barulho alinhado que se faz ouvir com brio
Uma saudável rebeldia de tons
Aparentemente desalinhados
Mas que saem perfeitos por serem tão  bem estudados
É o som dos Sons do Mondego
Grupo musical beirão
Que tem o condão de nos levantar o ego
Formado por rapazes bons da nossa terra
Carinhosos e briosos como somos cá na serra
E por raparigas muito belas
Que nos recordam os contos das fadas e cinderelas
São alegres no conjunto
Solidários que se atiram pra quem precisa a “pé junto”
Todos sabedores de música, música
Aprendida e ensinada nos bancos da academia
Ou na vida quando esta nos traz boa profecia
Suscitam interesses em qualquer audiência
Dão boa disposição a qualquer celebração
… é a nobreza em modo de entretenimento!
Luís Pais Amante
Ao recordar a saudável “sinfonia” que um dia destes me
entrou pela Casa Azul, vinda do Rio!