Desemprego: a falência dos “ismos”!

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Tenho vindo a falar com os meus conterrâneos, através do Penacova Actual, dando-lhes conta das minhas preocupações nesta época complexa em que tudo -e todos- culpam o Covid 19 das desgraças do Mundo.

Infelizmente, é sempre assim: se algo corre bem os nossos homens de mão chegam-se à frente e gritam por méritos muitas vezes inexistentes; se corre mal, os mesmos homens sacodem a água do capote.
Portanto, CULPADO JÁ TEMOS…É O COVID 19, apesar de não sabermos ainda bem se o vírus que criou a pandemia é ou não fabricado para a criar. Para a criar e, ao mesmo tempo, para lhe dar dimensão exponencial, não quantificável nos nossos dias. Certo é que já podemos antever o DESEMPREGO como o motor da enorme crise que se avizinha.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT ou ILO) é uma agência multilateral da Organização das Nações Unidas (ONU) “especializada nas questões do trabalho, especialmente no que se refere ao cumprimento das normas (Convenções e Recomendações) internacionais. Tem por missão promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho decente (conceito formalizado pela OIT em 1999) e produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humanas, sendo considerado condição fundamental para a superação da pobreza, a redução das desigualdades sociais, a garantia da governabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável”.
É composta por 186 países (estados-membros) com representação tripartida de governos, organizações de empregadores e organizações de trabalhadores.
Ao longo da história, muitas vezes, a OIT foi acusada de ser mais pro trabalhador e/ou mais pro empregador.
Apesar de tudo é, sem sombra de dúvidas, uma voz autorizada no mundo, quando falamos de trabalho, lactu senso, indiscutivelmente.
E o que é que tudo isto tem a ver com Covid e com a situação actual -e expectável- do desemprego, perguntar-me-ão?
Existe um alto risco de que o número (do desemprego) no final do ano seja significativamente maior do que a projeção inicial, de 25 milhões”. “Actualmente, mais de quatro em cada cinco pessoas (81% da força de trabalho global – ou seja, 3,3 mil milhões- estão a ser afectadas pelo encerramento total ou parcial do local de trabalho”! 
Tudo isto consta da 4ª. Edição do Relatório apresentado, recentemente, pelo Director-Geral da Organização, Guy Rider.
E estima-se que se possa atingir uma quebra do emprego formal  correspondente a 480 milhões; sim, do emprego formal, porque o emprego informal, no mundo, será de 2 bilhões
de postos de trabalho, o que nos leva a concluir que, nessa franja grande, ninguém sabe ao certo quantos dele (emprego) hoje beneficiem.
Aqui chegados, É ÓBVIO que ninguém sabe, ao certo -ou sequer aproximadamente- o que vai acontecer já no curto prazo. Sabe-se, isso sim, que tanto os trabalhadores como as
empresas estão a enfrentar uma catástrofe sem precedentes, tanto nas economias desenvolvidas, como nas economias em desenvolvimento.
E falar das empresas conjuntamente com os trabalhadores É SOMENTE porque umas não existem sem os outros e vice-versa. Chega de demagogias baratas!
Não vale a pena falar, hoje, nos “ismos” deste ou do século anterior.
!Já se encontram em falência absoluta!
O que nos leva a admitir que o problema só será ultrapassado com uma união forte entre trabalhadores e empregadores, união essa que coloque no mesmo peso o capital e o trabalho, contrariando tudo o que temos andado a fazer no espaço que damos a certas elites para resolverem por nós os nossos problemas.
E se não falo aqui do emprego público é porque esse só vai continuar se, enquanto e na medida em que houver dinheiro para o pagar, o que depende, sempre, do que as empresas e os trabalhadores gerarem e contribuírem.
Uma coisa é certa: quem não foi capaz de antecipar o fenómeno; quem não está a ser capaz de resolver seja o que for; quem só sabe passar culpas, embora vivendo disso,
Então não será capaz de ultrapassar esta crise; trate-se de que “ismo” nós quisermos porque, no fundo, eles auto alimentam-se uns dos outros…
…Ou não estivessem, justamente agora, a discutir subvenções…
…Pagas por trabalhadores e empresas em agonia…
Luís Pais Amante

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Excelente reflexão, que deveria ser considerado por politicos, demagogos e salvadores de pátrias, que insistem em ludibriar e manipular as consciências colectivas em prol dos seus interesses esquecendo-se do seu papel de representantes do interesse geral das populações. Seguidores de princípios corruptos, ofensivos dos direitos humanos. Parabéns DR. Luís Pais Amante pela sua reflexăo plena de actualidade em todas as vertentes abordadas sobre um tema que a todos nós preocupa, como contribuintes e membros de uma sociedade em busca contínua de valores humanos. PARABÉNS.

  2. E é isto!! Resumidamente nas sábias palavras de Luís Amante! Continue assim Dr. Luís a elucidar as iludidas mentes que muito proliferam por este Portugal a fora!

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