Uma ideia para Penacova [1]

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“Assumido há décadas como um desígnio concelhio, o Turismo em Penacova está ainda longe de cumprir todo o potencial que o concelho tem para oferecer. Às múltiplas iniciativas de índole pública e privada falta a rede, a união, a escala, a estratégia conjunta que cative o visitante a ficar mais tempo, a querer voltar e a divulgar. Falta a humanização da oferta, a partilha da nossa identidade e de experiências únicas e autênticas que ainda existem e que se podem recriar, o “tornar o visitante um de nós”. Falta a integração das riquezas naturais, paisagísticas, culturais e humanas oferecidas como um produto diferenciado e em complementaridade com os concelhos limítrofes tornando a Região mais atrativa e coesa.”

Carlos Fonseca, Professor Universitário [S. Pedro de Alva]

 

Todo o discurso que não tem uma ideia como núcleo é desumano e desumanizador. Por consequência, não constrói comunidades. A sociedade do excesso informativo pode correr o risco de descurar o lado formativo da dinâmica comunicacional. Para estar ‘sempre em cima’, não se pensa. Para estar ‘à frente’, tem simplesmente de se dizer algo, seja o que for. Para ter retorno e ser popular rapidamente, convém ser ‘leve’ e, geralmente, superficial, bastando apostar na forma independentemente do conteúdo.

O ‘Penacova Actual’ quer ser plataforma de ideias e fazer pensar! Em nome do bem comum, maior que todos os interesses das partes! Como serviço, mais importante que todos os protagonismos e poderes individuais. Para suscitar contraditório, mais humanizador que todos os unanimismo acríticos.

Semanalmente, uma cidadã ou um cidadão do Concelho serão desafiados, nesta rubrica que hoje inauguramos, a partilhar com todos ‘Uma ideia para Penacova’. Que agite a nossa mornidão, acione o nosso espírito crítico fundamentado e impulsione a nossa criatividade.

A nossa gratidão ao Carlos Fonseca que nos honra nesta primeira partilha com a sua reflexão. Com um vastíssimo currículo que sintetizamos na função de Professor na Universidade de Aveiro, de S. Pedro de Alva mas cheio de ‘muito mundo’, é uma voz incontornável a escutar num Concelho que se quer [e pode] construir muito para lá das simplistas e estreitas resoluções imediatistas.