Orientações da DGS não trazem boas notícias para os clubes desportivos

0
57

desinfeção de bolas covid-19

Direção-Geral da Saúde (DGS) deu ontem a conhecer as tão aguardadas orientações para o regresso à atividade desportiva. Bruno Gonçalves, jornalista do Diário As Beiras, resumiu aqui o essencial das 11 páginas de orientações.

O regresso à atividade exige uma preparação prévia, com um plano de contingência por parte da entidade gestora do espaço onde decorre a atividade física, onde devem constar, por exemplo, “a identificação de áreas de isolamento e circuitos a adotar perante a identifi cação de um caso suspeito”.

Todos os praticantes e equipas técnicas terão de assinar um “código de conduta/termo de responsabilidade”.

A entidade gestora do espaço e/ou o promotor da competição deve garantir equipamentos de proteção individual necessários. Outra das medidas previstas é que seja assegurado que, “em todos os espaços fechados e abertos, é garantido o distanciamento físico mínimo de pelo menos dois metros entre pessoas em contexto de não realização de exercício físico e desporto (receção, bar/cafetaria, espaços de circulação, etc.)”. A DGS determina ainda que “não devem ser realizados treinos simultâneos com partilha de espaço por equipas diferentes, exceto jogos de preparação e treino précompetições”.

Máscara para todos menos os que estão a treinar

A máscara é obrigatória, “em todos os espaços fechados, ou abertos em situações que envolvam proximidade entre pessoas”, para “equipas técnicas; colaboradores e funcionários dos clubes, das infraestruturas desportivas, e demais staff logístico e de limpeza”; “praticantes em situações de não realização de exercício físico ou durante a prática de modalidades sem esforço físico, e apenas quando a utilização de máscara não comprometer a segurança do praticante”.

É possível utilizar “balneários, chuveiros, sanitários, bebedouros, bem como espaços de massagens, piscinas, saunas, banhos turcos, hidromassagens/ jacuzzis e similares”, mas com regras muito apertadas, já estabelecidas a 29 de maio e atualizadas a 20 de junho, nomeadamente o “distanciamento físico de pelo menos dois metros entre os utilizadores” e a “limpeza, higienização e desinfeção” recomendada após cada utilização.

Treinos e competição… para alguns e sem público

A DGS diz que “a prática desportiva, em contexto de treino e em contexto competitivo, deve ser efetuada de forma faseada”, sendo possível, neste momento, “em contextos de treino ajustado para garantir o distanciamento física permanente de pelo menos três metros entre praticantes” para “todos os escalões etários”.

O contexto de “treino pré-competição e contexto competitivo” é possível, em modalidades de alto e médio risco para apenas os escalões seniores e para “equipas/praticantes de outros escalões etários no período de até 45 dias anterior à participação em competições internacionais agendadas”.

Sobre a presença de público nas bancadas, o que diz o documento da DGS é que “a presença (…) é determinada pela legislação em vigor, de acordo com parecer técnico da Direção Geral da Saúde, sustentado na evolução da situação epidemiológica”. Ou seja, nesta altura, não há ainda autorização para haver público nas bancadas.

Qual é o risco?

Para determinar o risco da modalidade, foi utilizado um algoritmo, que começa pela determinação do número de atletas. Se é praticada por um atleta, é de baixo risco. Se é por dois ou mais atletas e há distanciamento superior a três metros, também é de baixo risco. Se o distanciamento é inferior a três metros mas não há contacto físico é igualmente de baixo risco. Havendo contacto físico, a modalidade é de médio risco, se o contacto não for feito face a face e de alto risco se houver contacto face a face.

Testes obrigatórios

Em modalidades de baixo risco não há a necessidade de fazer testes, nem para treinos, nem para competição. Já nas modalidades de médio risco de transmissão, são obrigatórios “testes aleatórios até 48 horas antes da competição” quando se realizem “competições entre equipas de zona(s) com transmissão comunitária ativa”. No caso das modalidades de alto risco os testes são obrigatórios a todos os participantes até 48 horas antes de qualquer competição e apenas os treinos podem decorrer sem testes.