Nasceu o ‘Unidos contra o Desperdício’ para combater subaproveitamento

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No Dia Internacional de Consciencialização sobre o Desperdício Alimentar, instituído em julho pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e comemorado pela primeira vez esta terça-feira, 29 de Setembro, é lançado em Portugal o movimento Unidos Contra o Desperdício.

Um terço da produção alimentar mundial é desperdiçada todos os anos e é contra este subaproveitamento que nasce hoje o movimento “Unidos contra o Desperdício”, uma iniciativa da sociedade civil portuguesa no combate ao desperdício alimentar.

Em comunicado, o movimento apresenta-se como “cívico e nacional, congregador e agregador, que une a sociedade num combate ativo e positivo ao desperdício alimentar”, no mesmo dia que as Nações Unidas decretaram como Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, contando, por isso, com o apoio do secretário-geral, António Guterres, mas também do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“A realidade do desperdício é um contrassenso do ponto de vista económico, ambiental e social e tem merecido a atenção de muitos agentes de vários setores que agora se reúnem para, de forma ativa, chamar a atenção para uma questão que só poderá ser minorada com a vontade de todos”, defende.

Segundo os dados recolhidos por este movimento, “o desperdício de alimentos é responsável pela emissão de gases de efeito de estufa equivalente à rede global dos transportes terrestres, contribuindo para o aquecimento global”.

“Se este desperdício fosse aproveitado, seria suficiente para alimentar dois mil milhões de pessoas. Daria para dar de comer duas vezes a todos aqueles e aquelas que passam fome em todo o mundo”, sublinha.

Por outro lado, destaca que só na Europa há 88 milhões de toneladas de alimentos que são desaproveitados todos os anos, “com um custo estimado de 143 milhões de euros”.

“Em Portugal, embora não existam dados oficiais, estima-se que 1 milhão de toneladas de alimentos são deitados para o lixo, que dariam para alimentar as 360 mil pessoas com carências alimentares no nosso país”, aponta.

O objetivo deste movimento, fundado por várias entidades congregadas na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, é “facilitar o aproveitamento de excedentes, tornando habitual a luta contra o desperdício alimentar, incentivar a doação de sobras, bem como promover um consumo responsável”, lê-se no comunicado.

O movimento junta empresas, instituições, setor público e privado e “várias gerações em torno do objetivo único de lutar contra o desperdício alimentar”, já que se trata de uma realidade com dimensão mundial que todos os anos afeta um terço da produção alimentar de todo o mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Como membros fundadores estão a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), a Associação Portuguesa de Logística (APLOG), a Câmara Municipal de Lisboa no âmbito da Lisboa Capital Verde Europeia 2020 (CML), a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCDA), a Dariacordar/Zero Desperdício, a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares (FPBA) e a Refood.