Ilustres (des)conhecidos: Teresa Sanches (1176-1250)

Nasceu em Coimbra no dia 4 de Outubro de 1176 e morreu em Lorvão a 18 de Junho de 1250.

Filha de D. Sancho I de Portugal e de D. Dulce de Aragão. Neta paterna de D. Mafalda de Saboia (filha do Conde Amadeu III) e de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

Prometida em casamento a seu primo Afonso IX, Rei de Castela e Leão, as núpcias foram celebradas em Guimarães no dia 15 de Fevereiro de 1191; do casamento nasceram D. Sancha, D. Dulce e D. Fernando. Entretanto, em 1196 o casamento foi declarado nulo por “impedimentum affinitatis” devido ao facto de serem primos.

Teresa regressou então a Portugal. Em Lorvão viria a fundar um convento beneditino ao qual se recolheu. Por volta de 1205/1206, D. Pedro, bispo de Coimbra, concedeu-lhe, com reserva dos direitos episcopais, o mosteiro de Lorvão. Em 1211, após interferência do papa Inocêncio III, terminou o litígio que opunha D. Teresa ao Mosteiro. De direito, aí se instalou então, acompanhada quarenta religiosas, seguindo os estatutos da ordem de Cister.

Por ocasião da morte do pai, D. Sancho I, em 1211, a infanta Teresa deveria ter herdado, segundo disposição testamentária, o Castelo de Montemor-o-Velho. Afonso II, seu irmão, desejando concentrar em suas mãos todo o poder, não aceitou tal testamento e impediu-a de tomar posse do seu título e dos respectivos direitos, como também o de suas irmãs Mafalda e Sancha.

D.Teresa fazia parte dos onze filhos de D. Sancho I (1154-1211) e de D. Dulce de Barcelona, infanta de Aragão (1152-1198).

Teresa e suas irmãs, Sancha e Mafalda, constituem uma relevante tríade do hagiológio nacional. Falecidas com fama de santidade, o seu culto espalhou-se por todo o país, sobretudo entre a comunidade cisterciense, onde professaram. As suas muitas obras de misericórdia e piedade, levaram a que fossem reconhecidas pelo Povo que, devotamente, lhes dedicou culto desde muito cedo.

Juntamente com sua irmã Sancha, foi beatificada pelo Papa Clemente XI, a 13 de Dezembro de 1705, através da Bula Sollicitudo Pastoralis Offici. A Igreja celebra-a no dia 17 de Junho.

Morreu em Lorvão a 18 de junho de 1250, de causas naturais. Os seus restos mortais (e de sua irmã Sancha) repousam em túmulos de prata, obra realizada em 1715 pelo ourives portuense Manuel Carneiro da Silva.

Em 2015, aquando das Comemorações dos 300 anos da Trasladação das “Santas Rainhas”, a Câmara de Penacova editou o livro infantil “Teresa de Portugal” com texto de Paula Silva e ilustração da mesma e de Cristina Carvalho.

“Teresa de Portugal”, também designada por “Beata Teresa de Lorvão” e ainda por “D. Teresa de Lorvão”, foi a “mulher mais poderosa do seu tempo em Portugal, ao ponto do papa lhe escrever pedindo-lhe proteção para alguns dignitários do clero. (…) O vetusto Mosteiro de Lorvão foi a sua escolha de coração. Aqui findou os seus dias, por entre penitências, jejuns e atos de assistência social.” – refere o site Turismo Região de Coimbra.

David Gonçalves de Almeida

 

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